3.7.07

SBSR | Bloc Party: A 1ª revelação da noite

E cá estamos nós perante o concerto mais emotivo da noite (até agora)! Kele Okereke deixou a posição bem marcada no nosso território, quer por parte dos fãs, quer por parte dele, dirigindo-se ao público e proferindo sobre actuar em Portugal... «always a pleasure».


Os Bloc Party começaram a todo o gás e vão alternando entre músicas da estreia de «Silent Alarm» e o mais recente «A Weekend In The City». O público reage com entusiasmo, naquele que será certamente o concerto mais participado da noite - mas, ainda assim, com um número de pessoas abaixo do que seria esperado (atendendo à enchente do 1º Acto).


Na sua segunda passagem por Portugal este ano, os Bloc Party convenceram. Apesar de alguns momentos de menor efusividade, em geral correspondentes aos temas do segundo álbum, A Weekend In The City, a banda mostrou argumentos: um baixo que sobrevoa a plateia e se aloja, palpitante, nas gargantas; as guitarras estereofoliantes de Russell Lissack e Kele Okereke.



Em alta tensão («Positive Tension»), com euforia («Banquet»), descontracção («This Modern Love») ou simplesmente fabuloso, Kele Okereke é o rei desta «Bock Party», como lhe chamou a certa altura. A banda pratica o rock único, limpo, apertadinho e consideravelmente eficaz para eventos desta índole: grande dimensão, espírito festivo, como seria de esperar do Super Bock Super Rock.


«The Prayer», do registo mais recente da banda, A Weekend in the City, soa quase ao rock cerebral de uns TV On The Radio; «So Here We Are», do primeiro (Silent Alarm), é um belo momento de partilha. Mas é a Kele que cabe conduzir o concerto ao seu rumo certo - o do sucesso. Depois de uma paragem abrupta, após inspirada interpretação de «Like Eating Glass», os Bloc Party regressaram ao palco - e aos braços dos fãs. Durante a explosiva «She's Hearing Voices», Kele juntou-se aos fãs que, na primeira fila, imploravam a «setlist» do concerto.


«Pioneers» decorre e «Helicopter», das mais espetaculares faixas da banda até à altura, deu a descolagem final sem parar de rodar as hélices. O vento fez com que os fãs não parassem de mexer de euforia e os Bloc Party saem, com mais um grande espectáculo dado.


Arcade Fire também têm lugar aqui no nosso site, esteja atento!

(Texto de David Akired)

SBSR | Mais estreias com Magic Numbers

Os Magic Numbers foram outros dos grupos que se estrearam em território nacional, através desta edição do Super Bock Super Rock.


'This is a Song' foi a entrada escolhida para o concerto da banda britânica, que continuou a animação que os Klaxons deixaram, mas desta feita aos sons do pop rock alternativo com toadas folk, evocativos das idas décadas de 60/70, também representadas na imagem hippie do colectivo de Romeo e Ângela, que quase sempre a duas vozes, e recorrendo à combinação da pandeireta com a percussão e as cordas - destaque para a baixista Michelle - evocaram outras formas de fazer rock, nem por isso menos enérgica.


As melodias de 'Forever Lost' e 'I See You, I See Me' contiuaram a adoçar a noite em plena hora de jantar, com ritmos mais ricos, em variedade, que os seus conterrâneos antecessores.
'Undecided', tal como 'This is a Song' foi outra das músicas tiradas do novo álbum, "Those The Brokes", num jeito mais melancólico que precedeu a vivacidade, quase "swingada" de 'Love Me Like You' e 'Mornings Eleven', ambas do primeiro disco homónimo.

Os Magic Numbers confirmaram que também eles juntam uns quantos fãs em Portugal, apesar do contexto de festival ajudar a preencher mais a moldura humana na expectativa pelos nomes mais conhecidos do cartaz.

Talvez numa outra oportunidade regressem para um encontro mais a sós. Não perca ainda as críticas mais quentes deste dia: Arcade Fire e Bloc Party. são texto e fotos a ouvir no 13ª Arte!


(Texto de Ana Tomás)

SBSR | Klaxons já se estrearam em Portugal

Após o concerto dos The Gift, é hora de os Klaxons se estrearem em palcos nacionais. A sortuda foi o SBSR, e os fãs agradecem esta opurtunidade. O tema de abertura foi «Atlantis To Interzone», que serviu para desenferrujar a guitarra esquerdina azul.


Os Klaxons pareciam ter alcançado um estatuto de «pop stars» junto de muitas jovens presentes no recinto, que respondem com gritos de emoção às intervenções do trio londrino (acompanhado pelo baterista Steffan Halperin). Jamie Reynolds recolhe muita da atenção feminina e chega a mencionar a sua ligação amorosa a Lovefoxxx, das brasileiras Cansei de Ser Sexy...

É já neste momento apaixonado que se vêm pelo recinto milhares de pessoas; das camisolas às riscas e t-shirts de bandas, bem como os óculos de massa e o calçado desportivo substituem a «massa negra» do primeiro acto do SBSR, dedicado ao Metal e Rock Instrumental.

O grupo inglês, a conseguir reunir audiência numerosa em frente do palco (o que faz prenunciar «boa casa» para os restantes concertos), passa em revista o seu álbum de estreia quase na totalidade. De Myths of the Near Future ouviram-se temas como «Gravity's Rainbow», «Atlantis To Interzone», «Golden Skans», «Magick» e «It's Not Over Yet». O trio, com o baterista mencionato acima, mostrou-se comunicativo. O som da banda em palco é, curiosamente, mais definido do que em disco e mais aluncinante - da amálgama sonora dançante que encontramos em Myths passam a um registo mais funk, com todos os instrumentos (nomeadamente os teclados) a distinguirem-se substancialmente.

Não perca aqui as críticas às actuações de Magic Numbers, Bloc Party e Arcade Fire. Fique atento.

(Texto de David Akired)

SBSR | The Gift com direito a "presente"

Após a subida dos Bunnyranch ao palco do Super Bock Super Rock, a música portuguesa continuou a apostar com The Gift. Os Gift misturam «Driving You Slow» com «Enjoy The Silence», dos Depeche Mode, com um resultado que só visto. Sónia Tavares Tratou de arrancar com «Music», seguido do novo single, «645».


«You've got to be so fucking free!» - foi ao som deste grito de guerra que The Gift remataram a sua passagem pelo palco do SBSR. Energicamente, como já era de esperar, o concerto contou com alguns "presentes", como a presença de um coro de seis vozes femininas em «Actress» e a apresentação de «645», que Sónia Tavares anunciou ser o próximo single de Fácil de Entender.


A vocalista dos alcobacenses arrancou boa reacção aos espectadores, como mostra a foto. «Até tem uma voz potente», surpreendia-se uma jovem perto de nós. «Está é nua!» (exagero, claro). Palmas acertadas e danças sortidas foram pedidas pela banda e oferecidas pelo público, animado por receber a última banda portuguesa do dia. Público esse, que a certa altura ordenou a Sónia que retribuísse, com um animado «E salta...». «Saltem vocês, que é para isso que aqui estão», retorquiu a vocalista, tanto certa tanto irónica.



Depois de certo diálogo entre Sónia e o público da "cabana", o concerto prosseguiu com entusiasmo de parte a parte (e o habitual dramatismo nos arranjos da banda, com fortes percussões e cordas sampladas). «Driving You Slow», canção popularizada pelo anúncio a uma operadora móvel, que não vou mencionar porque é a Vodafone, levou alguns a sacar do telemóvel para partilhar o momento, ao passo que «Question of Love», garrida e saltitante, assentou bem no contexto festivaleiro. Resta agoras saber se não servirá agora de anúncio televisivo...


Acompanhe, aqui no 13ª Arte, toda a informação sobre as próximas bandas.

(Texto de David Akired)

SBSR | Bunnyranch estreiam oficialmente Act2

O Act 2 do Super Bock Super Rock começou há uma hora ao som dos Y?, a banda vencedora do concurso Preload, que apresentou o seu Hard Rock, teen liderado por uma voz feminina.
O grupo antecedeu os Bunnyranch, protagonistas "oficiais" do arranque do primeiro dia, do segundo acto do festival. A banda de Coimbra trouxe o seu rock n'roll puro e orgânico a uma assistência ainda diminuta - de longe bem menos que no Act 1- e, provavelmente expectante à sonoridade mais adulta do grupo.
Para os jovens que se concentravam na frente de palco, o vocalista e baterista, Kaló, aproveitou para desfazer as dúvidas quando perguntou se o público sabia quem eram. «Alguns sabem», acrescentou antes de apresentar formalmente o nome da banda, já a meio do primeiro tema, 'Your Words Are My Jokes'. De resto, também este serviu de introdução à energia que viria a pautar o concerto, no qual os Bunnyranch condensaram o máximo de músicas que puderam - face ao pouco tempo de actuação disponível.
Nada que impedisse os músicos, sobretudo o baixista (Pedro Calhau) e o teclista (André Ferrão) de enriquecer instrumentalmente o espectáculo 'Flip Flop', 'Let Me Understand' - dedicada a Coimbra - 'Hungry' e 'Bunnyranch' (quase compiladas em meddley) foram apenas alguns exemplos do feixe enérgico que percorreu todo o palco, tendo em Kaló o interlocutor, que puxou da voz e da bateria sem esmorecer.
Justificando ao vivo as boas críticas que o seu último disco colheu, os Bunnyranch encheram o final de tarde com uma energia vibrante de puro rock n'roll, à qual Gui, dos Xutos e Pontapés, assistiu, do palco e com direito a referência pela banda, devido à colaboração no seu trabalho.
Seguem-se os sons pop dos The Gift, com 'I Dream with Someone Else's Dream' dá o mote.
Acompanhe aqui a actualização ao primeiro dia do Act2 do Super Bock Super Rock.
(Texto de Ana Tomás)

SBSR | Act2: Informação

Boas leitores! Antes de mais agradeço a todos a audiência que o 13ª Arte teve com a informação do Especial SBSR, no Act1. Agora estamos de volta, para acompanhar os concertos do primeiro dia deste acto mais alternativo. Ficam aqui os horários previstos:

17h00 - 17h15: Y?
17h30 - 18h15: Bunnyranch
18h35 - 19h25: The Gift
19h45 - 20h45: Klaxons
21h05 - 22h05: Magic Numbers
22h25 - 23h40: Bloc Party
00h00 - 01h30: Arcade Fire

Acompanhem!

2.7.07

Exploring...: Smix Smox Smux

Pois é leitores... parecendo que não já estamos no nosso 15º Exploring...! A vida está séria demais, por isso o 13ª Arte decidiu partir para campos mais egocêntricos para vos ajudar a livrar do pessimismo que é a rotina, a estupidez e a aliteração. Não falo de uma receita médica, falo dos Smix Smox Smux.

Não interessa de onde são. O que interessa é que não gostam de sopa. Segundo eles, Smux é um porquito, o Smox é um boi, e o Smix ainda estão a decidir... Smix Smox Smux é um jogo em que três indivíduos só podem dar um toque numa bola e ela só pode bater uma vez no chão! Os maus da fita são a carpete e o balde. O Smix toca baixo, o Smox toca guitarra e o Smux toca bateria. Quem canta? Eles os três. Pelo menos tentam.

Poderíamos rotular o som deles como sendo Rock / Blues / Alternative, e é o que o MySpace da banda diz. Acontece que a lista de géneros deste grandioso site não permite que se escreva um estilo personalizado, senão talvez saísse... Uma coisa muito mais despreocupada, casual e estranha. No mínimo.

Eles falam português nos seus temas, por isso, é fácil perceber a ideia. Por isso (mais uma vez) corram já para o MySpace dos Smix Smox Smux para ficar a par dos concertos e ouvir temas antes que chegue o assalto.

Mas cuidado! Eles têm uma bisnaga!

Boas Audições!

Cartazes | Sair à Noite











Videoclip: Coll Hipnoise | Dois Dias

29.6.07

Cartazes | Sair à noite



SBSR | Metallica arrasam Acto 1

O Acto I do Super Bock Super Rock estava a cumprir de forma irrepreensível os horários até o concerto dos Metallica se atrasar mais de meia hora. Os milhares e milhares de fãs que se agrupavam em frente ao palco chegavam a metade do recinto. O ambiente era de expectativa.

Tudo começou com imagens do clássico de Sergio Leone, "O Bom, o Mau e o Vilão" e ao som da banda sonora de Ennio Moriconne, Lars Ulrich, Robert Trujillo, Kirk Hammett e James Hetfield entram em cena. 'Disposable Heroes' e 'Ride the Lightning' são os dois primeiros hinos entoados em coro pelo público, antecedendo o primeiro grande momento com 'Unforgiven', que só com os acordes iniciais da guitarra de Hetfield levou os milhares de fãs ao êxtase.
No palco, o maior de sempre na história do Festival, uma plataforma atrás da banda permite aos músicos movimentarem-se também em altura em cima do palco. Na parte da frente da plataforma podemos ler "Sick of the Studio Tour", a digressão que os Metallica começam hoje no nosso país. '... And Justice for All', do álbum o mesmo nome de 1988, e 'The Memory Remains' de "Reload" de 1997, continuam a fazer as delícias do público que responde entusiasticamente tanto nas partes cantadas, como nos solos que são entoados como se de palavras se tratassem.
Os clássicos prosseguem com 'Seek and Destroy', depois de Hetfield perguntar à assistência se por acaso tem um álbum chamado "Kill em'all", o primeiro da banda de 1983. Agora, passados 24 anos, os Metallica continuam com a mesma força e influência na música contemporânea, com muito do seu público a ser pouco mais velho ou até mais novo que os seus primeiros álbuns.
Entretanto Trujillo sobe à plataforma superior para um excelente solo, como que a comprovar que o substituto de Jason Newsted já faz parte da história da banda. Seguem-se então dois temas instrumentais, que despertam alguma impaciência no público, ansioso por continuar a mostrar a sua devoção aos clássicos da banda. E os Metallica, com todos os seus anos de estrada, rapidamente voltam ao diálogo com os fãs, com 'Fade to Black', o primeiro grande sucesso do segundo álbum "Ride the Lightning". Os temas mais antigos são os que suscitam maiores reações da assistência. E se 'Fade to Black' foi outro dos grandes momentos do concerto, mais estava para vir com 'Master of Puppets', com todo o público a entoar a letra, de tal maneira que Hetfield entregou-lhe todos os refrões. Apesar de ter a mão ferida, Kirk Hammett não deixou de mostrar o virtuosismo da sua guitarra, com os riffs em escalas ascendentes e descendentes que tornaram a banda tão famosa e reconhecível. Ulrich, como de habitual, é dos mais animados em palco levantando-se frequentemente e dando a volta à sua própria bateria sem perder o ritmo.
'Sad But True', 'Enter Sandman' e 'Hit the Lights' foram os últimos hinos e grandes momentos do concerto de Metallica, que não deixaram de fazer a sua sentida homenagem a Cliff Burton, o lendário primeiro baixista da banda que morreu num acidente em 1986, com apenas 24 anos. Hetfield e os restantes companheiros despediram-se um a um do Super Bock Super Rock, realçando o seu genuíno gosto pelo público do nosso país.
Goste-se ou não, os Metallica já têm o seu cantinho bem seguro como uma das melhores bandas ao vivo da história.
O Super Bock Super Rock continua no próximo dia 03 de Julho, com sonoridades mais alternativas. O Acto II do festival à beira-tejo inclui nomes como os Arcade Fire, Bloc Party, LCD Soundsystem, Jesus & Mary Chain e os Interpol.
(Texto de Rita Tristany)

28.6.07

SBSR | Joe Satriani explode com sua guitarra

Joe Satriani subiu ao palco do Super Bock Super Rock ao cair da noite e como um mágico que domina muito bem os seus truques repartiu de forma equilibrada os temas do seu concerto.


Passando do mais jazzístico ao rock puro, Satriani domina com perfeição o espaço e o tempo entre as suas mãos e as muitas guitarras que exibe durante o concerto. Sempre a rir, transmite sem dificuldade a sua energia à assistência.

O guitarrista percorreu os clássicos que o fazem um dos mais apreciados músicos a solo do mundo. Temas como 'Always With Me, Always With You', 'Circles', 'Surfing witn an Alien' ou 'Crowd Chant' encantaram uma audiência que aos poucos foi entrando numa outra galáxia, onde o músico é claramente uma das maiores estrelas.

Seguem-se os sempre muito aguardados Metallica, que vão fechar este Acto I do Super Bock Super Rock.



(Texto de Rita Tristany)

SBSR | Estreia dos Stone Sour

Quando o sol se começou a pôr, os Stone Sour entraram no palco do Super Bock Super Rock dispostos a provar porque eram das bandas mais aguardadas desta edição do Festival à beira-tejo. Corey Taylor, o ex-Slipknot e líder dos Stone Sour, confirmou qual era a disposição da banda quando anunciou que este era o último concerto na Europa e que não podiam estar mais contentes por ser aqui no nosso país.

A assistência, familiarizada com o carácter comunicativo de Taylor, adere rapidamente às palavras de ordem gritadas pelo vocalista . 'Bother' do primeiro álbum "Stone Sour", mete o público a saltar, enquanto a letra de 'Made of Scars', do mais recente disco "Come Whatever May" é entoada em coro pelos milhares de pessoas que já não saem da frente do palco.

A «quase» balada 'Through Glass' fica como um dos grandes momentos do concerto, com o início a ser cantado em autêntico dueto entre Taylor e os fãs. Taylor é para já o mais comunicativo de todos os músicos que passaram pelo palco do Acto I do Super Bock Super Rock. Em resposta à sua pergunta "Estão preparados para algo mais pesado?", o público manifesta-se em concordância. Os Stone Sour retribuem ao acabar em grande com 'Hell and Consequences' e 'Get Inside'.

A banda america deu para já o melhor concerto deste Acto I do Super Bock Super Rock. Seguem-se agora Joe Satriani e os Metallica.


(Texto de Rita Tristany)
Mais críticas sobre Joe Satriani e Metallica no Super Bock Super Rock brevemente no nosso site.

SBSR | Blood Brothers & Mastodon

A estreia dos The Blood Brothers no nosso país dividiu o público do Super Bock Super Rock. A meio do concerto começaram a aparecer lenços brancos na assistência numa clara mostra de que o público não estava totalmente contente com o som da banda de Seattle.

Com dois vocalistas, o som dos The Blood Brothers aproxima-se do punk-hardcore, apesar de às vezes fazer lembrar The Darkness. A postura do mais activo vocalista, com o seu cabelo loiro oxigenado, a sua voz de falsete numa espécie de Mika versão punk, não conquistaram o público que de lenços brancos no ar e palavras mais fortes, pede que banda deixe o palco.

O final do concerto tornou-se então uma espécie de despique entre banda e assistência, num tom de provocação tão típico do rock e sobretudo do punk. Apesar da falta de aceitação do público, os The Blood Brothers mostraram certeza na sua execução musical e bastante profissionalismo, já que deve ser dificil para um artista ver tão clara reacção de rejeição à sua música.

Pelo contrário, os Mastodon (em todas as fotos) mostraram já ter uma grande base de admiradores no nosso país. A verdadeira massa humana que se concentrou em frente ao palco, acompanhou todo o concerto da banda americana co m a devoção típica dos apreciadores de música mais pesada.

Os Mastodon chamaram a noite com a intensidade do seu som e sobretudo a excelente execução musical dos longos interlúdios instrumentais. Os dois músicos cantores, o baixista Troy Sanders e o guitarrista Brent Hinds, trocam as vozes numa coreografia vocal que funciona muito bem em palco.

A banda percorreu a sua carreira tocando temas dos três álbuns, com predominência do último "Blood Mountain". O seu com é mais cheio em palco do que em álbum, o que dá de certa forma a ideia que estamos a ouvir novas versões de temas como 'Sleeping Giant', ' Capillarian Crest' ou 'Circle of Cysquatch' ou 'Blood and Thunder', que fizeram as delícias dos fãs.

O ambiente aquece no Super Bock Super Rock com a aproximação dos concertos de Joe Satriani, a estreia dos Stone Sour e Metallica, os mais esperados da noite. Aguarde a crítica, aqui, no 13ª Arte.

(Texto de Rita Tristany)

SBSR | Mais Pormenores

Como chegar ao recinto?

Há várias formas de chegar ao recinto do Super Bock Super Rock. Aqui ficam as principais.

Viatura própria: Há estacionamento gratuito no Parque do Tejo, Parque das Nações. Aconselha-se que os condutores cheguem cedo, por forma a evitar o congestionamento das vias de trânsito.

Comboio: A estação de chegada é a de Sacavém. O recinto fica a cerca de três minutos a pé. Durante o período do festival, nos dias 28 de Junho e 3 a 5 de Julho, efectuam paragem extraordinária em Sacavém: todos os comboios regionais das Famílias Lisboa / Entroncamento / Lisboa, Lisboa / Tomar / Lisboa e Lisboa / Castelo Branco / Lisboa; os comboios urbanos semi-directos da Família Azambuja (a partir das 15 horas de cada dia de espectáculo e até às 9 horas da manhã seguinte).

A estação de Sacavém vai ser servida pelos seguintes comboios: Alcântara-Terra / Castanheira do Ribatejo, que circulam nos dias úteis; Meleças / Alverca, durante as horas de ponta dos dias úteis; Sintra / Alverca, aos fins-de-semana e ainda os comboios que efectuam o percurso Azambuja / St.ª Apolónia. O mapa da rede pode ser consultado aqui .

A organização do festival sugere a compra de bilhete de ida e volta nas estações de comboio, por forma a poupar tempo e evitar filas no regresso a casa. O bilhete de ida e volta dos comboios urbanos e suburbanos é válido até às 9 horas do dia seguinte ao da sua compra. No caso dos comboios regionais e inter-regionais em percursos inferiores a 75 km, a viagem de regresso pode ser realizada até um dia depois do festival. Já em percursos superiores, o regresso é possível até dez dias depois da data de compra do bilhete.

Autocarro: Uma carreira especial contínua vai estar a assegurar a ligação entre o recinto e a Gare do Oriente. O pagamento da viagem será feito com base num tarifário especial, inferior à habitual tarifa de bordo e não são aceites passes de qualquer ordem.


35 mil espectadores

A produção do festival Super Bock Super Rock aponta as expectativas para 35 mil espectadores nos concertos desta noite, avança o Correio da Manhã (CM). Os Metallica vão dar início à sua digressão europeia no Parque do Tejo, com uma actuação marcada para as 22h45.

Fonte da organização disse ainda ao CM que os Metallica “já cá estão há uns dias e têm sido supercooperantes e profissionais”. Revelou ainda que o SBSR não tem palco secundário este ano porque a banda de “Nothing Else Matters” trouxe uma “produção nunca vista em festival em Portugal”.

As inovações nesta edição do SBSR chegam ao palco e aos restantes espaços do recinto. No palco “sistemas de vídeo que vão passar outras imagens que não as do concerto”, explica a organização, adiantando que agora a “visão do palco é muito maior”. O número de bares cresceu, para melhor fazer face à elevada procura de bebidas entre (e durante) concertos.


Via Green

Vão entrar em funcionamento, a partir de hoje, duas vias de acesso rápido ao recinto do Super Bock Super Rock. A medida vem fazer face à elevada concentração de pessoas para acederem ao espaço do festival imediatamente antes do começo dos concertos principais.

As Vias Green vão estar instaladas em dois corredores laterais, situados nos extremos esquerdo e direito das entradas. Estas duas vias são reservadas a quem não transporte consigo malas ou mochilas. De modo a aumentar a velocidade de circulação nas Vias Green, a organização recomenda que objectos transportados nos bolsos sejam retirados previamente para facilitar a inspecção.

Estes corredores especiais podem ser facilmente reconhecíveis, uma vez que o pavimento vai estar colorido de verde, para além de existirem sinais verticais a assinalar a proibição de mochilas.

A afluência de público ao festival SBSR ascende aos milhares de pessoas. Por essa razão, quer a Música no Coração, organizadora do evento, quer a Polícia de Segurança Pública, recomendam que se chegue o mais cedo possível para evitar congestionamento nos acessos ao recinto. Um conselho adicional passa pelo transporte do mínimo de bagagem possível, já que todas as pessoas serão revistadas antes de acederem ao festival.

(Fonte: CM)

Não perca mais tarde a rewiew do Act1 do SBSR, aqui, no 13ª Arte.

Videoclips: Sam the Kid - Abstenção

26.6.07

News: Rolling Stones em Alvalade

Falar dos Rolling Stones é falar invariavelmente de longevidade. E apesar de algumas críticas ela é motivo de reverência e de sustentação do epíteto de maior banda de rock do mundo.

O espectáculo condiz com o estatuto, dispensando explicações exaustivas, até porque é conhecida a grande produção que tem envolvido as actuações do colectivo. Isso mesmo viu esta noite o Estádio de Alvalade, em Lisboa, que recebeu o pela última vez há 12 anos, como recordaria Mick Jagger no seu português esforçado. A Bigger Bang Tour foi o pretexto para o regresso à capital e fez-se anunciar logo num cenário de big-bang urbano, secundado pelo fogo de artifício que se elevava da parte lateral da estrutura do palco.

O efeito apanhou de supresa o público que aguardava a banda na penumbra, depois de uma espera ansiosa. E foi curioso ver como a massa humana se condensou, iludindo os prognósticos pouco animadores das vendas de ingressos. 'Start Me Up' deu, então, o arranque com a conhecida energia dos Rolling Stones: Keith Richards à cabeça introduzindo com guitarra vigorosa os primeiros acordes, Mick Jagger assumindo o comando em frenesim e Ronnie Wood chegando depois e dando um "solozinho" da sua graça.

Mais atrás no palco, pela condição menos móvel imposta pela bateria, Charlie Watts. Sem supresas coube quase sempre a Mick Jagger assumir o comando do espectáculo, sobretudo pela energia contagiante com que puxava pela assistência, ora bamboleando as ancas e as pernas e sacudindo o tronco nos seus já tradicionais movimentos, ora percorrendo o palco (que ocupava a largura do relvado) de uma ponta à outra.

'You Got Me Rocking', outro dos temas que deu seguimento à festa do rock'n roll, assim o confirmava, com os guitarristas em despique saudável, patilhando a execução instrumental e em sintonia com a banda de suporte onde se destacaram as prestações do baixista e de Bobby Keys, um dos saxofonistas presentes. Tim Ries, que actua Quarta-feira no S.Jorge com Ana Moura passou mais despercebido.

Já a fadista foi a surpresa da noite, convidada a partilhar, em dueto com Mick Jagger, o tema 'No Expectations', num tom mais acústico. O «flavour» português que o cantor dos Stones quis dar ao concerto poderia ter sido um dos pontos altos do concerto, mas o som excessivamente alto acabou por quebrar a aura do encontro intercultural e deixar ficar apenas o orgulho nacional pela representação portuguesa.

De volta ao feixe enérgico do rock Ronnie Wood protagonizou um dos melhores momentos instrumentais da noite finalizando a música que precedeu a homenagem a James Brown, falecido no final do ano passado. 'I'll Go Crazy' foi o tema escolhido por Mick Jagger que à falta do potento das vozes negras da soul se fez acompanhar brilhantemente por Lisa Fisher, uma das cantoras do coro.

Também na voz houve lugar para o protagonismo de Keith Richards, em 'You've Got The Silver', em tons de country, e 'I Wanna Hold You', já com as guitarras eléctricas. Com o regresso de Mick Jagger ao posto de vocalista, o grupo mostrou que não é preciso o aparato cénico para ainda se fazer valer e desprendeu-se da plataforma do palco principal para percorrer noutro, mais pequeno, a passadeira montada a meio do relvado.

Bem a propósito, 'It's Only Rock'n Roll' fez a passagem para 'Satisfation' já no meio da assistência, em êxtase. Na estrutura principal os lábios vermelhos com a língua de fora foram ocupando a tela central onde antes tinham passado em grande plano as imagens dos membros da banda. Sol de pouca dura que deu lugar a projecções psicadélicas vermelho vivo e aos assobios uivados com que o público antecipou um 'Sympathy for the Devil' cercado por labaredas. Mesmo com a qualidade do som longe do seu melhor e a voz de Jagger a entrar por vezes fora de tempo, é inegável a pujança dos Stones ao vivo. E 'Brown Sugar' no encore não foi doce o suficiente para o final.

(Texto de Ana Tomás)