5.7.07

SBSR | TV on the Radio (esforço descompensado)

Depois da energia de Beth Ditto, e os The Gossip , entraram em palco os TV On The Radio, cujo o último trabalho, "Return to The Cookie Mountain" foi considerado pela crítica como um dos melhores de 2006.



A expectativa era por isso grande, e apesar de os TV On The Radio não terem desiludido, ficou a sensação que poderiam ter dado um pouco mais. O quinteto optou por oferecer uma setlist, porventura, mais curta e prolongar os temas, tornando-se um pouco cansativos, e por apresentar muitos desses com arranjos diferentes do original, o que nalguns casos abafou as vozes e tornou imperceptível algumas das palavras que iam sendo cantadas, pelo vocalista principal.




De resto, foi clara a aposta dos TV On The Radio num pendor mais rock, mais orgânico e agressivo, na reprodução ao vivo das suas músicas. 'Province' e 'Wolf Like Me' foram disso exemplo, com a guitarra e bateria a assumirem destaque principal, funcionando em dupla.



Os momentos musicais, protagonizados pelos dois executantes, foram um dos melhores da actuação, não obstante a entrega do vocalista, que devido ao volume do som dos instrumentos acabou muitas vezes por puxar a voz em demasia.


Com boas execuções musicais dentro dos temas, mas nem sempre mantendo uma coerência harmoniosa no seu todo, os TV On The Radio deixaram para o fim 'Staring at the Sun", ao qual deram também um arranjo diferente, oferecendo uma roupagem electrónica, com a bateria a marcar forte ritmo e a guitarra em riffs prolongados; uma opção que fechou bem o concerto e constituiu um dos seus melhores momentos.


Segue a festa colorida com os Scissor Sisters.

(Texto de Ana Tomás)

SBSR | The Gossip trazem electro-pop aos palcos

Os The Gossip deram o primeiro grande concerto do último dia do Super Bock Super Rock. Beth Ditto enche o palco, e não é só pelo seu corpo - que serviu de capa à revista NME, para qual posou nua, e que certamente funcionou como chamariz da curiosidade de muitos dos presentes - a vocalista do trio é, de facto, arrebatadora.


A voz roqueira de Beth, com laivos das vozes dos anos 60 e travo a soul/blues, encontrou eco perfeito nos temas rock, ora mais punk ora mais dançáveis, que fazem parte do repertório da banda, sendo que em termos técnicos a reprodução dos mesmos foi quase tecnicamente perfeita.
A energia fulgorante da cantora, que trouxe um vestido curto com riscas azuis - bem veraneante a fazer jus ao calor que disse adorar sentir - começou com 'Eyes Open'.

Muito comunicativa, Beth Ditto foi falando com o público agradecendo e elogiando duas bandas: Tv on The Radio e os portugueses X-Wife, que apelidou de «muito boa gente» e «com quem foi uma honra partilhar o palco». Apesar da curta actuação, a artista teve a inda tempo para comentar os cartazes e dizer que a primieira palavra que aprendeu em português foi «bunda».


O divertimento depois e durante a interpretação, bem ao jeito roqueiro, das canções, foi, de facto, entrecruzado com muita simpatia e comunicação com a assistência. Os sussurros que se ouviriam com 'Listen Up', uma das mais reconhecidas pelo público, tiveram também direito a uma versão rock, que os Gossip fizeram de 'Careless Whisper', de George Michael.


'Jealous Girls' e Standing in the Way of Control', já no fecho encarregaram-se de dar mais provas do rock contagiante e dançante dos Gossip, que como disse Ditto, deram de facto o seu melhor.

SBSR | X-Wife

Os X-Wife tocaram alguns temas do próximo album, mas foi, sobretudo, o material mais conhecido que ecoou das colunas do palco do SBSR.
João Vieira e parceiros contaram com espectadores privilegiados - nada mais que Beth Ditto, vocalista dos Gossip que, junto de Cláudia Efe dos Micro Audio Waves, apreciou numa zona lateral do palco a performance da banda do Porto.
Temas como «Ping Pong» e «Eno» gozaram de reacção expedita por parte da plateia. Um óptimo acontecimento para o que haveria de acontecer de seguida: a estreia dos Gossip em Portugal.
(Texto de Lia Pereira)

SBSR | Micro Audio Waves já actuaram

Curtíssima mas intensa, a actuação dos Micro Audio Waves num ainda pouco populoso SBSR.




A banda de Flak, Carlos Morgado e Cláudia Efe deu o litro nos vinte minutos que lhe eram consagrados. A aposta recaiu nos temas mais fortes do repertório do grupo, que lançou recentemente o óptimo Odd Size Baggage .



«Odd Size Baggage», «Fully Connected», «2 Night (u & i)» e o single que dá que falar, «Down By Flow», motivaram reacções de entusiasmo, sobretudo pela faceta rock que, em palco, emerge da electrónica quente (e cada vez mais pop) que o grupo lisboeta vem fazendo.



(Texto de Lia Pereira)

SBSR | Act2 (3º Dia): Informação

Olá mais uma vez! Hoje, como sabem, é o último dia deste festival, com destaque total no 13ª Arte. Deixo-vos hoje com, como hábito, a crítica detalhada a cada um dos concertos, detalhadamente, com fotos a acompanhar. Para não deixar de primar na informação, destacamos também que esta chegará sempre actualizada minutos após o final do concerto.

Para hoje deixo-vos mais uma vez com o quadro dos horários, foquem-se no dia de hoje (5 de Julho).

A foto seguinte mostra um momento de rua do dia de ontem, no recinto do festival:

Acompanhem-nos a cada minuto, para não perderem nenhuma informação!

SBSR | LCD Soundsystem, aqui estão eles!

Se dúvidas houvesse de que este era um dos concertos mais esperados da noite, teriam terminado aos primeiros acordes dos LCD Soundsystem no Super Bock Super Rock.

A poderosa e enérgica actuação do grupo liderado por James Murphy arrancou ao som de 'Us vs Them', do álbum "Sound of Silver", editado este ano, que pôs a plateia a dançar, a saltar e a agitar os braços freneticamente.
Além do novo disco o quinteto, altamente coeso e coerente, trouxe, também, o álbum homónimo de estreia na bagagem, dois trabalhos pontuados por um perfeito casamento sonoro entre a pop psicadélica, o acid-house, o punk, o rock e até o disco sound.
«Obrigado por terem ficado para nos ver. Gostamos de estar aqui», afirmou Murphy nos instantes iniciais da actuação. O líder do grupo é controladamente descontrolado, tão enérgico quanto intenso, meticuloso e extremamente atento e até preciosista em relação a tudo o que se passa no palco.
'Daft Punk Is Playing At My House', 'Yeah', 'Time To Get Away', 'All My Friends' e 'North American Scum' levaram o público ao rubro, a um estado de completa alienação e sintonia plena com a banda, que provou ser uma das melhores formações ao vivo da actualidade.
Um dos muitos momentos altos do espectáculo, que sempre oscilou entre um concerto rock e uma enorme pista de dança ao ar livre, foi a soberba interpretação de 'Tribulations' que, se em estúdio já é grande, ao vivo é ainda melhor.
Já no encore ouviram-se mais três temas, sendo que, para a despedida, os LCD Soundsystem reservaram o fabuloso 'New York I Love You, But You're Bringing Me Down'.
A 13ª edição do festival Super Bock Super Rock termina esta Quinta-feira. Underworld, Interpol, Scissor Sisters e The Gossip passam pelo último dia do Segundo Acto do evento. Não perca as críticas e as fotos do último dia deste festival, aqui, no nosso site.
(Texto de Samuel Cruz)

4.7.07

SBSR | The Jesus & Mary Chain após 20 anos

Com o cair da noite eis que The Jesus & Mary Chain também caem aos palcos portugueses, mais concrectamente ao do Super Bock Super Rock. Quase 20 anos após a estreia em Portugal, a banda de Psychocandy tem-se mostrado algo tépida, tendo até, a certa altura, interrompido uma música. Nota-se ainda assim, devido sobretudo a expectativa e ambiente, uma afluência muito mais forte por parte do público.


Jim Reid mostra-se distante do público, mas com desculpa, pois a postura do grupo escocês sempre assim foi, pelo que a catatónica performance nem é de estranhar. Ao perfil «blasé» do grupo que agora regressa aos palcos (e, consta, aos discos) juntou-se um início perto de desastroso, com a banda em palco a afinar instrumentos, logo depois das apresentações: «We're the Jesus & Mary Chain». O soundcheck improvisado deu lugar a um desfile dos êxitos maiores do grupo de William e Jim Reid, de «Head On» a «Reverence», passando por «Catch Fire», «Cracking Up», «Far Gone & Out», «Snakedriver» e a nova «Amputation».


Um falso arranque em «Some Candy Talking» fez temer o pior mas, curiosamente, a partir daí o concerto dos Jesus & Mary Chain chegou a níveis finalmente aceitáveis, para bem deles e do público. Memórias (boas) vieram ao de cima com «Happy When It Rains»; «Just Like Honey» foi uma imitação apreciável de si própria; «Teenage Lust» teve nervo. Um dos temas mais aguardados da actuação foi, sem dúvida, «Just Like Honey».


A banda saiu de palco com o seu clássico feedback, deixando para trás uma actuação que alternou entre o equívoco e a boa memória. «Voltem à heroína!», foi o grito de despedida de um dos fãs desiludidos no final do concerto.


Assim decorre mais uma estreia (se assim se puder chamar, ao fim de tantos anos) de uma das mais esperadas bandas da noite. Um "sabe a pouco" ficou no ar, juntamente com uma desilusão generalizada (sublinhando generalizada, pois salientam-se as excepções). Resta ver se James Murphy consegue finalmente transformar o recinto numa pista de dança, com os seus excelentes temas de Sound of Silver e do homónimo LCD Soundsystem. Aguardem!

(Texto de David Akired)

SBSR | Eles são o Maxïmo!

Com o cair da noite, os Maxïmo Park chegaram ao palco do Super Bock Super Rock e protagonizaram uma entrada triunfal, ao som de 'Girls Who Play Guitars', seguida por 'Graffiti' e 'All Over The Shop'.


De terras de Sua Majestade veio o rock com inspiração post punk e new wave e o primeiro grande concerto da noite, neste segundo dia do Act 2 do SBSR. O colectivo britânico apresentou-se pela segunda vez em Portugal, depois de uma passagem pelo festival Sudoeste, em 2005.

«A próxima música é sobre a forma como as coisas acontecem», disse o vocalista Paul Smith para introduzir o tema 'Parisien Skies'. «Vamos tocar algumas músicas do nosso novo disco, que se chama "Our Earthly Pleasures"», afirmou o cantor antes da electrizante 'Our Velocity', um dos momentos mais poderosos de todo o espectáculo.


Em palco, os Maxïmo Park são ainda mais sublimes do que em disco. Paul Smith (voz), Dunkan Lloyd (guitarra), Archie Tiku (baixo), Lukas Wooller (teclados) e Tom English (bateria) brindaram o público que se encontrava no Parque Tejo, em menor número do que nos dias anteriores, com um concerto intenso, pleno de rock puro e duro, e uma entrega em palco sempre em crescendo.


Paul Smith é um frontman de mão cheia e soube captar a atenção da audiência com uma dose q.b. de profissionalismo e algum sentido de humor. Ao vivo a sua voz é irrepreensível e os restantes elementos do colectivo não lhe ficam atrás, tanto em entrega, como em talento. O público respondeu muito bem à dedicação e afinco demonstrada pelos Maxïmo Park, ora com palmas e braços no ar, ora saltando de forma descontrolada. «Vejo-vos a saltar aí atrás. Vá agora não fiquem embaraçados!! (...) Vocês são muito simpáticos. Obrigado por terem vindo. (...) Gostaríamos de voltar a Lisboa ou a Portugal quando vocês nos quiserem de novo cá», disse Paul Smith, já perto do final do concerto.

Dentro de instantes, os veteranos The Jesus And Mary Chain vão subir ao palco do Super Bock Super Rock e, logo depois, será a vez do grupo de James Murphy, os LCD Soundsystem, um dos concertos mais aguardados da noite. Aguarde aqui também a crítica e as fotos.

(Texto de Samuel Cruz)

SBSR | They said Clap Your Hands Say Yeah!, but you did not.

Chegou a altura de o público "bater palmas" e finalmente subirem ao palco os Nova-Iorquinos Clap Your Hands Say Yeah!. Temas que fizeram parte do alinhamento foram, sem dúvida, «Satan Said Dance», do novo álbum Some Loud Thunder, de 2007. A voz porosa de Alec Ounsworth caracteriza a banda, emboa o público tenha demorado a se adaptar.


Órgão e guitarra combinam-se perante um público menos numeroso que ontem. Eis que apresentam «Over and Over Again (Lost & Found)», «The Skin of My Yellow Country Teeth» e «Upon This Tidal Wave of Young Blood» sem conseguir obter reacções de grande entusiasmo, infelizmente.

Notou-se que poucos fãs da banda estiveram presentes, pois o "Clap Your Hands Say Yeah!" não foi muito a ideia do público. É realmente preciso aprender a gostar desta banda bastante diferente do habitual, e é com desagrado que vos tenho a dizer, enquanto fã destes, que apesar da casa não ter diminuído, a aceitação do público não foi favorável. Culpe-se também a hora da actuação, que quer para estes senhores quer para os Linda Martini foi injusta, pois ambos mereceriam ter actuado mais tarde com um ambiente mais acolhedor e festivo.

Seguem-se Maxïmo Park, The Jesus & Mary Chain e LCD Soundsystem, o concerto mais esperado da noite para este dia mais electrónico. Não perca fotos e a crítica, aqui no nosso site, dentro de instantes.
(Texto de David Akired)

SBSR | Severamente, Linda Martini.

Cada vez mais público e os Linda Martini sobem ao palco. Após a actuação dos Mundo Cão, este grupo lisboeta mostrou a sua fusão de Rock com música Electrónica, com intensidade como plano principal. Foi o primeiro "grito" do público e os Linda Martini não esqueceram temas do seu reportório como «Dá-me a Tua Melhor Faca» e «Lição de Voo Nº 1» entre tantos outros temas conhecidos por todos nós, fãs deste grupo... A banda a que André Henriques dá voz tem sabido cativar o público do festival, sem dúvida.


Estamos a falar de 3 guitarras, uma baixista com o seu baixo e uma bateria. A voz joga em campo nos momentos necessários e a harmónica também teve lugar. As fotos mostram parte da energia da banda.


André Henriques, Pedro Geraldes, Cláudia Guerreiro e Sérgio Lemos posicionam-se na frente do palco, com Hélio Morais, na bateria, a construir e simultaneamente abalar os alicerces dos temas - longos, mormente instrumentais, convidando alguns espectadores à prática do air guitar .


«Amor Combate», o cartão de visita da banda surgiu e o público reagiu, com «A Severa» a terminar o concerto. Os Linda Martini saem do palco servindo não de aperitivo, mas de menu completo para o público esfomeado que estava à espera desta refeição que é dos melhores pratos da ementa de hoje.

Próximos concertos com o devido destaque, já a seguir, acompanhando o decorrer desta edição do SBSR. Não perca.

(Texto de David Akired)

SBSR | Mundo Cão abrem dia de hoje

A estrear o segundo dia do Act2 do Super Bock Super Rock, estiveram os Mundo Cão. Mostraram ao país o seu rock calado, mas com muito bom som à mistura. A banda liderada pelo actor Pedro Laginha (na foto) mostrou vários temas do seu álbum de estreia, em modo ligeiramente mais blues (cortesia das guitarras eléctricas) do que podemos escutar no disco.



O espectáculo acabou agradavelmente ao som de «Da Vertigem Sou Mendigo», com o single «Morfina», o primeiro single da banda. Incluiu também uma versão para «Canção de Amigo», do projecto Um Zero Amarelo - tal como os Mundo Cão, uma banda com ligação directa a Braga e aos Mão Morta.


A casa não está ainda muito cheia, como é ritual neste festival. Seguem-se os Linda Martini, com um trabalho de estúdio de Rock com todos os Prefixos e Sufixos que lhe possamos chamar, mas com uma intensidade inegável. Esperemos pela crítica, aqui, dentro de instantes.


(Texto de David Akired)

SBSR | Act2: Informação do 2º Dia

Olá mais uma vez leitores! Como abertura dos relatos de hoje, o segundo dia deste acto mais alternativo, deixo-vos convosco a tabela dos horários previstos para as actuações. Foquem-se no dia de hoje (4 de Julho). Os horários das actuações das bandas (até Maxïmo Park) serão atrasados 1 hora devido ao cancelamento do concerto dos The Rapture.