23.8.07
em cartaz | festival músicas do mar
Quatro dias, Três palcos, Póvoa de Varzim. Aqui se vão acolher músicos portugueses, da Nigéria, Grécia, Argentina, Itália, Brasil e Espanha. Nas próximas linhas fica a agenda:
Sexta-feira, 31 de Agosto
Sábado, 1 de Setembro
ESCALANDRUM (Argentina), no Diana Bar às 21.00h
Domingo, 2 de Setembro
KUMPANIA ALGAZARRA (Portugal), no Centro da Cidade, às 18.30h
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mesa com novo álbum

Os Mesa estão a preparar um novo álbum de originais, apurou o Cotonete.
Fonte da agência da banda revelou ao nosso site que o grupo de 'Arrefece' tem já alguns temas alinhavados para o sucessor de "Vitamina" sem, no entanto, adiantar mais pormenores sobre os mesmos.
O longa duração ainda não está concluído, mas prevê-se que chegue aos
escaparates em breve
Por saber está ainda que editora vai lançar o registo, já que os Mesa integram, a par de Sérgio Godinho, Jacinta e Aldina Duarte, o lote de artistas dispensados, há algumas semanas, pela EMI. Ao Cotonete, fonte próxima do grupo revelou que a formação já recebeu algumas propostas.
Mónica Ferraz e João Pedro Coimbra são núcleo duro dos Mesa. Mesa" (2003) e "Vitamina" (2005) foram os álbuns editados, até à data, pelo colectivo, e deram a conhecer temas como 'Luz Vaga', 'Esquecimento', 'Mímica Sísmica', 'Divagadora', 'Deixa Cair o Inverno' e 'Vício de Ti'.
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16.8.07
Durante a tarde, o palco Ibero Sounds recebeu as actuações dos Born a Lion e The Right Ons.
18h34 Os portugueses Linda Martini subiram há pouco ao palco principal e trouxeram consigo um dos álbuns mais celebrados da cena alternativa nacional em 2006: Olhos de Mongol está a fazer as delícias do público.
19h00 A actuação dos Linda Martini acaba com uma versão de «Adeus Tristeza», de Fernando Tordo. A banda gravou o tema numa sessão especial para a Antena 3 e apresentou-a, esta tarde, ao vivo em Paredes de Coura, numa leitura com o seu quê de pós-rock.
Muito confortáveis em palco, os Linda Martini mostraram-se emocionados por pisarem um palco que há meros dois anos cobiçaram, da posição de espectadores. O seu concerto foi, estamos em crer, o que mais público chamou, dentre todos os concertos de abertura desta edição do festival, e a descontracção foi tanta que um dos guitarristas dedicou mesmo uma música à sua (ausente) namorada.
20h55 Neste momento, os britânicos Sunshine Underground estão em palco a apresentar o registo de estreia Raise the Alarm . Antes, o palco acolheu a estreia das também britânicas Electrelane, que perante uma plateia não conhecedora da sua música se saíram bastante bem. Os rasgos experimentais a fazer lembrar Sonic Youth, a postura simpática contrastante com uma musicalidade austera e os acessos de rebeldia de uma guitarrista com ar de quem não parte um prato foram argumentos suficientes para convencer a audiência.
As quatro meninas de Brighton apresentaram as canções do mais recente No Shouts, No Calls , sem esquecer temas mais antigos, como «Bells», e uma versão de «I'm On Fire» de Bruce Springsteen. Entre temas quase totalmente instrumentais e duelos de guitarras - enquanto bateria e baixo conversavam calmamente - ouviram-se explosões e cordas arrancadas, que precipitaram um final de concerto apoteótico.
Eis o alinhamento das Electrelane:
Bells
After The Call
U.O.R.
To The East
Birds
Eight Steps
I'm On Fire
Between The Wolf and the Dog
If Not Now, When?
Long Dark
21h12 Os Sunshine Underground brilharam muito a espaços no palco principal. Aos ingleses não faltou empenho (o vocalista Craig Wellington suava abundantemente), mas sim canções da qualidade das dos Rapture, LCD Soundsystem ou até Hot Chip, bandas de cuja sonoridade se aproximam, mas à beira das quais empalidecem. O concerto terá agradado à falange de apoio das primeiras filas e à própria banda, que registou algumas imagens com uma câmara fotográfica, logo nos primeiros minutos do espectáculo.
22h21 Os suecos Peter, Björn & John despedem-se ao som de «Up Against The Wall». A banda deu um espectáculo simpático, alicerçado nas boas canções do álbum Writer's Block («Amsterdam», que Björn confessou ser uma «cópia» de John Cale; «Let's Call It Off») e na comunicação com o público, algo naïf mas eficaz.
Algures entre o shoegazing e a pop mais pastoril, os autores de «Young Folks» (o hit de Verão para assobio e campanha publicitária) não têm, porém, dimensão «institucional» para pisar um palco como o de Paredes de Coura a esta hora, e esse défice de estatuto, chamemos-lhe assim, impediu o espectáculo de descolar rumo a outras altitudes.
Destaque ainda para uma versão de «Teen Love», dos Concretes, e para o facto de o vocalista Peter ter tido à sua espera, nas primeiras filas, um entusiasmadíssimo coro de vozes femininas. Pin-up à vista?
Eis o alinhamento do concerto de Peter, Björn & John [ou Peter, Björn & Nino, o baterista que tem substituido, ao vivo, John]:
Let's Call It Off
See-Through
Far Away, By My Side
The Chills
Start To Melt
Amsterdam
Paris 2004
Young Folks
Teen Love
Objects of My Attention
Up Against The Wall00h10 Os (ou as) brasileiros Cansei de Ser Sexy (CSS) vieram directamente do Japão para um concerto recebido por uma das grandes enchentes de público da edição deste ano do festival. A banda fez a festa ao som de temas bem conhecidos dos fãs portugueses e nem sequer faltaram balões, confettis e canções cantadas com a ajuda de hélio inspirado de um balão.
Lovefoxxx, a vocalista dos CSS, mostrou toda a sua sensualidade/inocência exóticas num espectáculo em que ficaram a faltar os temas cantados em português (foi especialmente sentida a falta de «Superafim»). O início fez-se ao som do desconhecido «Jager Yoga» e do alinhamento fizeram parte os muito celebrados «Alala», «Meeting Paris Hilton», «Alcohol» e «Let's Make Love and Listen to Death From Above». Apesar de um concerto curto (para desilusão dos fãs), os CSS ainda tiveram tempo de apresentar a nova «Lindja» e uma versão de «Pretend We're Dead», das L7.
O alinhamento completo do concerto é o seguinte:
Jagger Yoga
Alala
Fuck Off Is Not the Only Thing You Have to Show
Meeting Paris Hilton
This Month Day 10
Alcohol
Lindja
Patins
Pretend We're Dead
Off the Hook
I Wanna Be Your J. Lo
Art Bitch
Let's Make Love and Listen to Death From Above
01h25 Estão em palco os grandes (e verdadeiros) cabeças de cartaz de Paredes de Coura 2007. Os Sonic Youth foram recebidos pela maior moldura humana que o festival viu nos últimos quatro dias. A enchente ajuda Kim Gordon, Thurston Moore e companhia a vibrar com temas que percorrem a carreira de mais de 25 anos dos Sonic Youth. Aquilo que podem ser considerados os grandes êxitos da banda são apresentados freneticamente e acolhidos de forma entusiasta: o hino «Incinerate», o intimista «Do You Believe in Rapture?» e os muitos celebrados «Bull in the Heather» e «Jams Run Free».
Thurston Moore (detentor do segredo da eterna juventude - só pode) e a sempre sedutora Kim Gordon vão-se revezando nas vocalizações, deixando o público histérico a cada troca. Daydream Nation , Rather Ripped e os álbuns-chave da carreira da banda norte-americana foram abordados como prometido: um concerto que percorreu todas as fases dos Sonic Youth. O público que esteve a noite inteira a gritar pelos cabeças de cartaz (deixando os fãs de Cansei de Ser Sexy e os «conhecedores» dos Peter, Bjorn & John à beira de um ataque de nervos) não sairá desiludido com a prestação da banda. O ponto final da edição deste ano do festival faz-se com chave de ouro.
01h50 Depois de um intervalo de charme, os Sonic Youth voltaram ao palco, para gáudio da audiência. Os desvarios instrumentais são acolhidos de braços abertos pelo público que canta em coro tudo o que há para cantar.
Texto: Lia Pereira e Mário Rui Vieira @ BLITZ
Fotos: Antena 3
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14.8.07
mão morta com fim possível
Será a despedida dos Mão Morta?
Pelo menos foi o que acabou de anunciar Adolfo Luxúria Canibal no palco principal de Paredes de Coura. Sem maiores explicações, e em directo para todo o país, o líder e vocalista da banda de "Budapeste" disse que os Mão Morta não podiam deixar de dizer adeus ao rock n'roll em Paredes de Coura, onde actuam pela quinta vez. Verdade ou provocação, tentaremos confirmá-lo.
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3º Dia Paredes de Coura 2007 [Actualização Permanente]
À tarde, pelo palco Ibero Sounds passaram os portugueses Mundo Cão, com o álbum homónimo de estreia e canções como «O Caixão da Razão» a ganhar adeptos - prestação alvo de recepção calorosa por parte do público - e os 6 PM. Destaque, no que toca aos Mundo Cão, para uma versão dos bracarenses Um Zero Amarelo, «Canção de Amigo».
18h45 Os Spoon saem de palco após uma bela actuação que nem a chuva conseguiu arruinar. Típica banda sem nada que a recomende, que não as excelentes cantigas, os autores de Ga Ga Ga Ga Ga são valentes: enfrentaram os cada vez mais fortes pingos de chuva e uma plateia rarefeita para fazerem canções à moda antiga, com piano (eléctrico), pandeireta e um balanço bom, muito bom.
«Don't Make Me A Target», «Don't You Evah», «You Got Yr. Cherry Bomb» e «Rhythm and Soul», todas do novo disco, foram excelentes momentos, não só de pop vaporosa como de entrosamento com o povo.
O concerto dos Spoon marcou também a mais consistente aparição, até ao momento, de gabardines no recinto. Aos enfadonhos impermeáveis azuis escuros juntam-se algumas experiências cromáticas mais arriscadas. Para proteger o penteado da chuva, vale tudo, inclusive sacos de plástico.
20h00 Os Gogol Bordello vêem-se forçados a voltar ao palco não para um encore, que o contexto de festival não permite tais veleidades, mas para uma pequena brincadeira com guitarra acústica. Objectivo: congratular o público pela eufórica participação no concerto, o mais agitado do festival até agora.
Poderá ser o cenário a influenciar o nosso discernimento mas, em comparação com o espectáculo de Sines, os Gogol Bordello terão carregado mais na tónica punk da sua música. O baterista, pelo menos, para isso trabalhou...
Líder incontestado da trupe, Eugene Hütz acabou, paradoxalmente, por diluir-se no meio do caos organizado que acontece em palco (dançarinas com bombos, violino, acordeão). De calças vermelhas e atlético tronco nu, é ele quem conduz a carroça, mas todos usufruem da boleia.
A assistir ao concerto estiveram os Spoon, abordados por vários fãs para tirarem fotografias e darem autógrafos, e os New York Dolls, que adiaram algumas entrevistas para poderem ver o show dos Gogol Bordello. Numa das zonas laterais do palco também avistámos os longos cabelos grisalhos de J Mascis, dos Dinosaur Jr. 22h15 Os australianos Architecture in Helsinki saíram de palco há uma boa meia hora e deixaram o público «contente» com a sua pop colorida. Os seis elementos presentes no concerto fizeram a festa, mudando constantemente de instrumentos (a fazer lembrar por breves instantes o que os Arcade Fire fizeram no mesmo palco há alguns anos atrás, mas sem igualarem o brilhantismo da banda canadiana).
Do alinhamento fizeram parte o divertido «It'5» e as recentes «Debbie» e «Heart It Races» - o single de apresentação do novo Places Like This , que fechou o concerto em modo festivo «electro afro». A boa disposição dos Architecture in Helsinki, mesmo em momentos mais calmos, não passou despercebida por entre as gotas de chuva que insistiram em cair.23h20 A organização acertou em cheio nas previsões meteorológicas: chove e bem em Paredes de Coura.
Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta, não teve medo da intempérie e apresentou-se em palco num belo conjunto de calção e t-shirt. Agradecendo a «ajuda» de São Pedro, o líder dos bracarenses mostrou-se encantado com a prestação do público.
«Se eu fosse uma espécie de Papa, que não sou, diria que estais com uma auréola muito estranha, pois apesar da chuva e da lama, conseguis levantar poeira», disse a cera altura. «Sobretudo para um não-crente, é milagre!».
Enigmáticas foram as declarações de Canibal sobre este ter sido o «adeus» dos Mão Morta ao rock. Estará a banda disposta a trocar as guitarras pelos palcos do teatro?...
«Para vocês ficarem com uma memória nossa», explicou Canibal antes da despedida com «Anarquista Duval». A chuva caía copiosamente e a dúvida ficou a pairar no ar, húmida e pesada...01h15 Depois de um curioso e prolongado linecheck, os norte-americanos New York Dolls entraram em palco com a atitude confiante de quem volta a casa (o palco, entenda-se) estampada na cara. Ressuscitada o ano passado depois de mais de 30 anos afastada do estúdio, a banda encabeçada por David Johansen veio a Paredes de Coura apresentar o álbum One Day It Will Please Us to Remember Even This , sem esquecer no entanto temas mais antigos.
«Looking for a Kiss» (a abrir), «Frankenstein», «Pills», «Private World» (dedicada ao falecido baixista Arthur Kane) e a incontornável «Personality Crisis» (já no encore) foram retiradas do baú de recordações, entre momentos blues - com harmónica a acompanhar - que rapidamente resvalaram para rock.
Do novo registo, a banda de Sylvain Sylvain (o guitarrista que, em declarações à BLITZ antes do concerto, confidenciou que Johansen é confundido com Mick Jagger em aeroportos) apresentou «We're All in Love», «Plenty of Music» e «Dancing on the Lip of a Volcano», entre outras. Ao terceiro tema, no entanto, os New York Dolls decidiram homenagear aquela que garantiram ser a sua banda preferida... Janis Joplin foi recordada com uma versão de «Piece of My Heart».
2h57 Os Dinosaur Jr estão prestes a despedir-se de Paredes de Coura. Naquela que foi a segunda passagem da banda americana por Portugal em pouco mais de dois anos, caminharam lado a lado temas do novo Beyond e «oldies» como «The Wagon» ou «Feel The Pain».
Nem a idade das canções nem a dos músicos foi, porém, relevante num espectáculo que arrancou pelas duas da manhã, debaixo de um aguaceiro de belíssimo efeito. Quem resistiu ao adiantado da hora e à chuva (e ainda houve muitos valentes!) soube aproveitar um óptimo concerto – se ao final da tarde os Spoon presentearam o Minho com pop à moda antiga, às primeiras horas da madrugada os Dinosaur Jr lembraram o indie rock como já não se faz. Bateria seca de Murph, a guitarra de J Mascis a explodir na parede de amplificadores e o baixo de Lou Barlow a pulsar pelo anfiteatro fora. Tudo soou tão estridente e certo como devia, inclusive os novos temas, escritos após quase 10 anos de separação.
«Almost Ready», «Back To Your Heart» e «This Is All I Came To Do», bem como a versão de «Just Like Heaven», dos Cure foram apresentados com a frescura das cinco da tarde e a energia dos 20 anos. Bem que Lou Barlow explicou à BLITZ, pouco antes do concerto, que o segredo do regresso bem sucedido foi mesmo a «muita energia» que o trio acumulou durante os anos em que esteve separado.
Entre canções, os Dinosaur Jr pouco comunicaram, mas Lou Barlow, o amante de gatos, ainda miou umas saudações bem intencionadas. Paredes de Coura, ou o que restava dela, ronronou de prazer.
Texto: Capitão Romance e Lia Pereira e Mário Rui Vieira @ BLITZ
Fotos: Antena 3
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13.8.07
2º Dia Paredes de Coura 2007 [Actualização Permanente]
17h55 Foram poucos mas bons os espectadores que celebraram o concerto de Slimmy no palco Ibero Sounds. O português não se acanhou, pôs o ombro ao léu e mostrou as músicas do seu primeiro disco, acompanhado por bateria, baixo e teclas.
O sol ainda forte impediu grandes intimidades (o público manifestava-se, apenas, a partir de uma certa «distância de segurança»), mas o concerto soou bem oleado e foi recebido com entusiasmo. Slimmy despediu-se ao som de «Self Control», agradecendo o voto de confiança gritado por alguém no público: «Até para o ano, caral...!».
Na assistência, Miguel Ângelo também pareceu apreciar as cantigas electro-rock do artista do Porto.
Às 18h00, os espanhóis The Blows mostraram o seu garage rock no palco Ibero Sounds.
Aos New Young Pony Club coube a honra de abrir o palco principal da edição deste ano do Heineken Paredes de Coura. Estreante em Portugal, a banda liderada por Tahita Bulmer apresentou Fantastic Playroom , primeiro registo de originais ainda inédito no nosso país. Os destaques de um concerto enérgico, com a banda a revelar uma atitude punk chic , vão directos para os singles «The Bomb» e «Ice Cream», para o sexualmente ambíguo «Jerk Me» e para um bem engendrado «Tight Fit» - tema que faz jus ao rótulo de new rave, que a banda insiste em desmentir. O baixo forte, a simpatia e sensualidade da vocalista e a energia característica de uma banda em início de carreira fizeram com que os New Young Pony Club conquistassem novos adeptos entre o público nacional.
Os texanos Sparta chegaram a Portugal com três álbuns na bagagem, sendo Threes o mais recente (2006), e conquistaram o público com o seu rock semi-cabeludo e guitarras vertiginosas. O desespero na voz do vocalista Jim Ward – por vezes transfigurada em vómitos de raiva – e a energia pulsante dos movimentos agressivos do baterista – devidamente acompanhados pelos relampejantes strobes – ajudaram a criar uma atmosfera apoteótica. O alinhamento de onze temas contemplou maioritariamente canções de Threes , destacando-se «Taking Back Control», «Crawl» e «Untreatable Disease». A despedida fez-se ao som de «Air», do primeiro registo da banda, com Ward a saltar para o fosso e a agradecer pessoalmente ao público com incontáveis «Thank You».
Há poucos minutos, os Blasted Mechanism deram por encerrado um concerto que levou à loucura sensivelmente metade do auditório de Paredes de Coura, muito bem composto. A partir da mesa de mistura, a euforia era menos comum do que nas primeiras filas, mas no geral a recepção do público a Karkov e companhia foi muito positiva. Como é hábito, a banda surgiu num ambiente de magia e misticísmo, que invadiu o recinto, muito ajudado pelo fumo e pelas luzes que emergiam do palco. Com um set up um pouco distinto dos concertos em nome próprio, a participação dos portugueses neste festival acabou por ser muito bem conseguida, pesem embora alguns problemas técnicos nos momentos iniciais, tendo o concerto terminado em grande, com um alto nível de energia, que contrastou com uma quebra, sensivelmente a meio do concerto.00h00 M.I.A. despede-se de Paredes de Coura dando o corpo ao manifesto, ou seja, fazendo crowdsurfing nas primeiras filas do anfiteatro.
Apesar da inquietação que confessara à BLITZ sentir, por se estrear em Portugal num palco tão grande, a autora de Arular conseguiu agitar e surpreender na mesma medida. Acompanhada por uma MC bem ginasticada e por um DJ com todas as batidas e os samples dos seus temas, Mathangi (o seu nome de baptismo) apresentou os novos «Bird Flu», «Boyz» e «Jimmy», bem como os êxitos do primeiro álbum «Galang», «Bucky Done Gun» ou «Pull Up The People».
A postura descontraída (subiu às colunas, entabulou conversa com o público) e o humor de M.I.A. ter-lhe-ão rendido alguns novos fãs, naquela que foi uma aposta arriscada da organização, uma vez que o público de Paredes de Coura é, usualmente, mais afecto ao rock de guitarras.
Depois da «guerrilheira» de cabelos roxos, sobem ao palco Pete Doherty e os seus Babyshambles.
00h42 Pete Doherty não só veio mesmo (de comboio, segundo o Jornal de Notícias) como trouxe pelo menos um êxito dos Libertines, «Time For Heroes». O «brinde» caiu bem aos muitos fãs que se concentram junto às grades e festejam a primeira visita do «enfant terrible» inglês a território nacional.
01h10 Sem guitarrista (segundo Doherty, as autoridades britânicas não autorizaram a sua saída do país), os Babyshambles continuam em palco. Já choveram objectos não identificados, já houve problemas com a guitarra do grande protagonista da noite e um técnico a entrar em palco repetidamente para tentar solucioná-los. Entre o público há um pouco de tudo: os fãs, os curiosos, os espantados e os completamente fora de si. A total indiferença é que parece não morar em terras de Paredes de Coura. Pete Doherty conseguiu decididamente destacar-se no segundo dia do festival.
«Killamangiro» e «What Katie Did», dos Libertines, são algumas das músicas que mais alegram o contingente de fãs.
01h18 Perante a insistência do público, os Babyshambles regressam para um encore. «Fuck Forever» é o tema escolhido para o «reencontro». «Can't Stand Me Now», do segundo álbum dos Libertines, também marca presença neste vitaminado regresso a palco.
Depois de encerradas as actividades no palco principal, os resistentes mudaram-se para o After-Hours. Em palco estiveram os canadianos Crystal Castles com o seu electro trash com pinceladas de jogos de computador. A saltitante vocalista entreteve o público durante pouco mais de meia hora e saiu de palco de rompante, levando consigo os restantes membros da banda. «Crimewave» e «Air War» não ficaram de fora do curto alinhamento. A noite já ia longa, mas houve ainda tempo para subirem ao palco secundário os norte-americanos Guns n' Bombs
Fontes: BLITZ, Sic Radical e Antena 3
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Paredes de Coura: Mando Diao cancelam concerto
| Segundo a organização, na origem do cancelamento está o facto de o vocalista da banda, Gustaf Norén, se encontrar doente. Em virtude do cancelamento, os horários deste segundo dia de Paredes de Coura sofreram alterações; os New Young Pony Club começam a tocar às 19h00, e não às 18h00, e também a actuação dos Sparta deverá arrancar um pouco mais tarde do que fora anunciado. Lia Pereira @ BLITZ |
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Anónimo
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