28.5.07

Exploring...: Shadowsphere

No 13ª Arte, a prioridade é mostrar a Boa Música Portuguesa aos leitores portugueses, principalmente as bandas que necessitam de mais divulgação. Neste Exploring... trago-vos uma dose de Shadowsphere.

Para os amantes de Metal, sobretudo de Thrash e Death Metal, os Shadowsphere são um excelente exemplo de que em Portugal também se faz boa música!


Oriundos do Seixal, os Shadowsphere são uma banda em actividade já desde Outubro de 2000, que já lançou um EP de quatro faixas, intitulado "Death and Dreaming" (Floyd Estudios) e um álbum, "Darklands".

Mas nada melhor que visitarem o MySpace da banda tuga para ouvirem faixas, ou simplesmente visitarem o Site Oficial. Desde já aviso: não é propriamente easy listening...


Shadowsphere - Reckless Hate

Os Shadowshere são:

Luis Goulao (guitarra), Paulo Gonçalves (Voz), Rui Neves (Baixo), André Silva (Bateria), Davon Von Dave (teclado).

Boas Audições!

O Problema de... Tudo! (A Música e panorama nacional)

Aproveito o 13ª Arte para partilhar com vocês uma crítica à situação da Música em Portugal, e a falta de divulgação desta. Apesar de não ser habitual aqui no 13ª Arte divulgar opiniões, o tema desta "crónica" está de todo relacionado com o objectivo deste Blog: Dar a conhecer a música que se faz em Portugal para além das vozes das rádios e das MTV's.

Eis a opinião de um amigo meu, que foi também publicada no fórum da Blitz:


"Sempre me perguntei porque é que muita da música portuguesa não é tão falada em Portugal como a maior parte dos grupos estrangeiros. Porque é que certas bandas excelentes não são tão faladas entre a maioria das pessoas e porque é que outras são desprezadas logo à partida por os ouvintes. Acho que finalmente percebi, e está tudo relacionado.

Passo a explicar: a música estrangeira é bastante divulgada aqui neste pequeno canto do mundo, sobretudo quando se trata das grandes estrelas pop. Se, por exemplo, a Madonna lança um novo álbum até aparece em todos os jornais de todos os canais de televisão, 3 vezes por dia durante pelo menos 2 dias. Mas quando se trata de promover novas bandas portuguesas, a menos que elas "se vendam" na televisão, só aparecem em revistas musicais (e ainda assim nem em todas) e uma ou duas rádios. Assim, como nem toda a gente compra revistas musicais (provavelmente nem 0,2% da população) e quase todos (os que ouvem rádio) ouvem rádios que promovem apenas aquelas músicas que são sempre grandes hits.

Outra coisa que ajuda o problema é que as bandas são muitas vezes postas de parte apenas por serem de um determinado país ou género musical. Se não cantam em inglês, só se safam se estiverem virados para o hip-hop. Nem é preciso ir muito longe para encontrar um país onde não é preciso cantar em inglês para se ter o mérito que se merece. Em Espanha muitos dos intérpretes mais falados, ouvidos e conhecidos cantam em castelhano. ´

E depois há sempre a ignorância alheia. Por exemplo, há pessoas que se lhes perguntarmos "Gostas de grunge do princípio da década de 90?" respondem "Claro que não, isso é só barulho!" mas se lhes perguntamos "Gostas de Nirvana?" já têm uma resposta mais simpática a dar "Claro que gosto. Adoro os Nirvana. São das melhores bandas que eu já ouvi até hoje. Tocam tão bem!"...

Isto faz-me lembrar uma coisa que se passou comigo há uns dias: estava eu muito bem a ouvir música e um amigo meu pede-me o meu leitor de mp3 emprestado (eu não sou grande fã da música digital, mas não posso levar a aparelhagem para todo o lado). Eu disse-lhe que não havia problema e emprestei-lho. Passado um bocado perguntei-lhe o que estava a ouvir."Red Hot Chili Peppers." foi a resposta dele. Um pouco depois repeti a pergunta e ele também repetiu a resposta. Isto repetiu-se mais umas 10 vezes até ele me devolver o leitor. Então eu perguntei-lhe porque é que ele não tinha ouvido outra coisa qualquer. Ele repondeu-me mais ou menos isto "Sem ser os Red Hot só lá tens Metallica, Metallica e Metallica. É só barulho.". Nada de estranho, pois uma pessoa tem direito a não gostar de certos géneros musicais. O que é desprezivel é o facto de eu lá ter à volta de 100 músicas, entre as quais três de Metallica. Em termos de artistas, ia desde Bob Marley até aos Rammstein, passando pelos Queen, e ainda The Strokes, The Hives, e outras. Tinha lá Heavy Metal, Reggae, Rock, Hard Rock, Progressive Metal e talvez mais dois ou três géneros musicais.

Passados uns dias perguntei-lhe se ele não gostava de Queen e ele disse-me que adorava. Para quem não tiver compreendido, passo a explicar o que quero dizer: ele pura e simplesmente ficou-se pelo que sabia que gostava e nem sequer tentou experimentar outra coisa. E como é que isto está relacionado com o resto? Muito simples: este é o grande problema que surge na divulgação das bandas e dos diversos géneros musicais, pois a menos que as pessoas já as conheçam ou lhes sejam chapados na cara, elas vão continuar a ignorá-los, pois não estão com paciência para testar novas sensações, mesmo que isso implique estarem constantemente a ouvir a mesma coisa vezes e vezes sem conta.

Por último, a falta de paciência da população em geral conduz ainda a outro problema: nem todas as músicas soam imediatamente bem no ouvido, especialmente quando se está com pressa e se quer música apenas para não ter que se aturar o som ambiente (que muitas vezes até merece ser escutado) ou para ter um ritmo ou um som de fundo. Já se for para levar a música a sério, como se fosse uma arte (que apenas por mero acaso até é), ninguém quer dispensar 4 minutos para ouvir uma música de alguém que não conhece, quanto mais uma hora ou mais para descobrir novos álbuns, géneros e bandas. Muitas vezes preferem ficar por música "plástica" (se uma é rock e outra metal, porque não) que é mais fácil de aturar porque já se conhece e não requer tanto da nossa atenção, pois na minha opinião há até algumas que não a merecem."

Assim, fico à espera que esta situação mude, para bem da Música, de quem
gosta dela e de todos os que com ela estão relacionados.

27.5.07

News: Dave Matthews Band em Lisboa (Fotos e Vídeo Amador!)

Sei que há muita gente, principalmente fãs, a pedir vídeos e fotos da actuação dos Dave Matthews Band em Lisboa, os que não foram ao concerto ficaram desesperados com falta de informação na internet.


Aqui ficam algumas fotos:





Enquanto não há nada de oficial (vídeos), posso-vos deixar com estes "video-amadores" tirados por alguns presentes no concerto que tentaram encher os tijolos com algum cimento...













O 13ª Arte será dos primeiros a publicar vídeos oficiais, quando surgirem. Fiquem Atentos!

Exploring...: Rome Nine Roses

Como sabem, o 13ª Arte tem como principal objectivo explorar e dar a conhecer novos talentos em território nacional. No Exploring... desta semana, trago-vos uma nova tendência de Rock experimental, com um soar de guitarra excelente.

Os Rome Nine Roses são uma banda lisboeta que começou em 2005 e já têm um EP lançado. Para ouvirem algumas dessas faixas, nada melhor que visitar o MySpace da banda, assim poderão obter também informação mais detalhada se estiverem interessados.



Fica aqui um vídeo (qualidade baixa) do quarteto ao vivo em Full Moon Rises Live Cascais:




Os Rome Nine Roses são:

Pedro Corte-Real - Voz, Guitarra
João Campos - Guitarra, Baixo, Teclado , Backing Vocals
Paulo Duarte - Baixo
Ridu - Bateria
Boas Audições!

News: Wolfmother no Paradise Garage

Como constante aqui no 13ª Arte, não quis deixar passar ao lado a passagem dos Wolfmother em território nacional. Aos que não estiveram presentes, ficam aqui algumas fotos do concerto:

News: Dave Matthews Band no Pavilhão Atlântico

Um Pavilhão Atlântico bem perto da lotação esgotada recebeu esta Sexta-feira a Dave Matthews Band.


A estreia em palcos lusos decorreu ao som de 'Everyday' e 'Dreaming' e perante uma plateia que há muito aguardava este espectáculo. O grupo retribuiu e brindou os seus seguidores com uma prestação que se prolongou durante cerca de três horas.

Antes do terceiro tema, o agradecimento a Tom Morello (Rage Against The Machine, Audioslave), que assegurou a primeira parte do concerto, actuando enquanto The Nightwhatchman, o seu projecto a solo. O fabuloso 'Crash Into Me' foi a música que se seguiu e que rendeu à banda a primeira grande ovação da noite.


«Peço desculpa por termos demorado tanto tempo a actuar cá. Obrigado por terem esperado», afirmou Dave, antes de interpretar 'Lousiana Bayou'. Ao vivo, a voz do artista é ainda mais singular e poderosa. Simpático, bem disposto e comunicativo, Matthews partilha com os seus virtuosos músicos o protagonismo da apresentação. Entre um e outro tema, todos iam demontrando a sua mestria, realizando improvisos de cariz jazz, blues e até funk. Não fosse a duração, por vezes excessiva, desses improvisos e tudo seria perfeito. No entanto é (não só mas também) nesta especificidade que reside parte da genialidade desta formação.
'When The World Ends', um tema «sobre amor, sexo e morte», ecoou, também, na sala lisboeta, seguido por 'Grey Street' e 'The Idea Of You', este último nunca editado em disco.
A pedido de Dave, Tom Morello regressou ao palco, para interpretar dois temas com o grupo norte-americano.


O vocalista, e figura de proa, "curte" cada uma das músicas mais dançáveis, agitando os pés de forma peculiar. Também para a plateia é deveras complicado assumir uma postura mais pacata, tal é o clima de celebração, o que contrasta com a balada 'Sister', interpretada à luz de isqueiros e visores de telemóvel. De facto, o público responde de forma efusiva, cantando e dançando, a cada uma das composições trazidas pelo grupo, num cenário de plena comunhão.
«Este é o melhor público que já vi», afirmou Matthews, já durante o primeiro encore. O genial 'Gravedigger' (do álbum a solo "Some Devil", editado em 2003), porventura um dos melhores momentos da noite, 'Jimi Thing', a faixa final do disco "Under The Table And Dreaming", e o inconfundível 'Stay (Waisting Time)' completaram o primeiro encore do serão.


'Don't Drink The Water' e 'Rapunzel', no segundo encore, fecharam com chave de ouro um espectáculo grandioso, do tamanho da Dave Mattews Band. O Pavilhão Atlântico continua a não ser uma sala livre de problemas acústicos, ainda assim, na sua primeira visita a Portugal, a banda protagonizou aquele que se arrisca a ser um dos melhores concertos de 2007.
(texto de Samuel Cruz)

26.5.07

Videoclip: Wraygunn - She's a Go Go Dancer

A banda de Coimbra já lançou o videoclip do 1º single de Shangri-La, um álbum que promete...




Fica também aqui um vídeo onde a banda fala sobre este novo single:


Exploring...: The Cynicals

Prometem "trazer o rock de volta com o sorriso mais amarelo de sempre". Com influências de Rock Britânico, estes coimbrenses são (re)conhecidos pela sua vertente ainda mais rock em palco.


Nascidos em Coimbra em 2004 e com elementos de grupos antecessores como "The Speeding Bullets", "F.E.V.E.R" e "Fireball", os The Cynicals são uma banda de Rock Britânico que cresceu num panorama musical que inclui os já afamados Bunnyranch, WrayGunn e Belle Chase Hotel.


Membros: João Macias (voz), José Rebola (guitarras), Luís Duarte (teclas), Pedro Pita (baixo), Joana Rebola (coros e pandeireta), Ricardo Cardoso (bateria).


Para os mais curiosos e para ouvirem alguns temas, sigam o MySpace da banda...

Boas Audições!

Exploring...: The Guys From The Caravan

O que resulta se juntarmos tendências de blues a música western com tendência folk, ritmo e brit-pop? Nada de jeito. Mas, se desses géneros combinarmos o melhor de cada um deles? Aí obtemos este agradável exemplo de boa música feita em Portugal.

Vindos de Coimbra, como já não é de estranhar, este grupo pouco conhecido combina sons e voz deforma agradável e rítmica, uma dupla (?) que, apesar de optar pela criatividade e art-design no conjunto do seu trabalho, fá-lo de forma discreta e bem sucedida. Tão discretamente que, no MySpace da banda, não revelam quaisquer detalhes sobre a formação desta, nem qualquer resumo da história (apesar de eu, pessoalmente saber, opto por respeitar a escolha deles e manter o "anonimato").

A banda conta também com participações em vários eventos conhecidos, como o TMN Garage Sessions ou o XII Festival de Corroios 2007 (cujos vencedores foram os The Cynicals, outra banda que já referi no 13ª Arte), e também por aqui e por ali nos bares mais sortudos.

Mas o que interessa para todos é música, e para todos que quiserem ouvir alguns temas ou ver vídeos de actuações da banda, vejam o MySpace destes senhores...

Boas Audições!


20.5.07

Just to say hi...

Viva portugueses! Venho aqui anunciar a inauguração do blog 13ª Arte.

Este blog é sobretudo um meio de exploração de música portuguesa, estando sempre a par das notícias sobre a música que se faz em Portugal, tentando ao mesmo tempo dar a conhecer novas bandas/intérpretes que vão surgindo no nosso território (espaço "Exploring..."). Falarei também sobre festivais, concertos, videoclips, enfim: tudo sobre música que se passe dentro da fronteira.

Após uma apresentação breve para dar a conhecer o blog "13ª Arte", vou me despedir por um bocado, espero que gostem.

Boas Audições!