14.6.07

Exploring...: The Mad Dogs

Portugueses, como é hábito no 13ª Arte, e, acima de tudo, com muita qualidade: Assim se revela ao país das caravelas uma excelente banda de Rock(abilly) com tendência blues. Só falta mesmo o público português se lembrar deles...


Os "The Mad Dogs" são uma Banda de Rock N' Roll do Porto, nascida em 2004 pela união de 5 elementos apaixonados por uma sonoridade e atitude: o ROCK n’ ROLL. Com temas originais, cantados em Inglês, influenciados no Blues Rock das gerações de 60 e 70, os The Mad Dogs procuram recriar, nas suas músicas e concertos, a atitude cativante e enérgica praticada pelos seus ídolos. Spread The Word....Rock On!!

Segundo o Myspace da banda, as suas infuências vão desde Jack Daniels, The Rolling Stones, Guns N' Roses, The Who, Led Zeppelin, Jimy Hendrix, Iggy Pop and The Stooges, The bark of a dog, The Cream, The Datsuns, Aerosmith a Pearl Jam, AC/DC passando também por Queen, Robert Johnson and the masters of Blues. Tudo bandas excelentes, por isso é que se percebe a qualidade do som dos The Mad Dogs!


Aconselho aos que conhecem e não conhecem, aos que não conhecem e aos que conhecem ;) aconselho uma ladradela ao MySpace da banda para farejar o ganir destes caezinhos!

MySpace: www.myspace.com/themaddogs
Site Oficial: http://www.themaddogs.net/

Uma banda recomendada pelo 13ª Arte!

Boas Audições!

13.6.07

Vilar de Mouros 2007 Cancelado

A organização do Festival de Vilar de Mouros cancelou esta Quarta-feira a edição deste ano do evento, responsabilizando a Câmara de Caminha pela falta de apoios.
Filipe Guimarães, da Portoeventos, afirmou à Agência Lusa que a anulação foi decidida, em conjunto, pela concessionária do festival e pela Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, após a sistemática falta de resposta da Câmara de Caminha, ao pedido de apoio feito em Dezembro do ano passado.

Para o cartaz da edição 2007 do festival, que iria decorrer entre 20 e 22 de Julho, tinham já sido avançados os concertos de Brian Wilson, Marky Ramone, The Queers, Blasted Mechanism, Super Ratones, The Gift e McAllister.
(Fonte: LUSA)

Exploring...: The Jills

Não se assustem com a definição de Religious / Swing / Grindcore que a banda tem no MySpace: esta banda vale mesmo a pena ouvir e ao fim de ouvirem isto vão se perguntar porque vem tanta merda da América quando há desta qualidade por aqui... Ladies and Gentlemen, The Jills!

The Jills são do Porto, constituídos por ex-elementos do Rancho Folclórico de Sta. Marinha, V.N.Gaia. Entraram em rota de colisão com a direcção do Rancho, quando tentaram introduzir a toda a força sintetizadores e cavaquinhos eléctricos na sonoridade, e não só. Afirmam-se teimosamente como uma banda de Death Lollypop RocknRoll que piscam um olho ao Neo-Niilismo do Lichtenstein e o outro ao Ultra-Romantismo Romeno. A ideia original era formar a primeira banda Punk Unplugged Portuguesa ao bom estilo de André Sardet. Como não havia dinheiro para comprar guitarras acústicas de qualidade, começaram por tocar com guitarras eléctricas de supermercado com som "limpo"; foi então que, por um mero acaso, alguém se lembrou de accionar a distorção. Deixaram já a garagem há algum tempo (foi aqui há atrasado como dizem eles no Porto) e já vão comprar o pão sozinhos e tudo. Bom, o resto é História, como diria o prof. José Hermano Saraiva.

MySpace c/ download de temas: http://www.myspace.com/thejills999
Blog da banda: thejills.blogspot.com

Boas Audições!

12.6.07

Orangotang | Propaganda


Exploring...: Anger

No 13ª Arte há lugar para tudo! Já passámos pelo Rock n' Roll, pelo Pop, pelo Folk, Punk Rock, Death Metal e agora voltamos ao Metal, desta vez ao metal sem prefixos ou sufixos, e sim, este também é de Portugal. Os Anger são o exemplo de que em Portugal também se faz bom Metal.

Os Anger formam-se no final de 1994, na cidade de Aveiro. Pedro Pereira na voz e guitarra, Lino Vinagre na guitarra, Tó Viegas no baixo e Afonso Corte-Real na bateria.
O concerto de estreia aconteceu no Verão de 1995, mas foi na segunda actuação, em Outubro desse ano, no já mítico Johnny Guitar, em Lisboa, que se tornou visível que para além da competência técnica, da energia e da qualidade da música, o quarteto aveirense tinha também a protecção dos deuses: depois de assistir à sua prestação, o A&R da NorteSul mostra-se interessado na banda!

É o início de um processo negocial que culmina com a contratação do grupo. O primeiro álbum, homónimo, é editado pelo selo da Valentim de Carvalho em Julho de 1997, antecedido pelo single 'Low Life', mas antes os Anger apanham o seu primeiro banho de multidão com uma actuação na Queima das Fitas de Coimbra.

Nesse mês de Julho, consumada a substituição de Tó Viegas por Ricardo Melo, inicia-se também a tournée de promoção ao disco - a 'Anger Tour' - que os levaria a actuar, entre outros, no Festival Imperial ao Vivo (em abertura de Scorpions e Megadeth), no palco Blitz do Festival Sudoeste, no Festival de Paredes de Coura (com os One Minute Silence), no Festival Rock In Ria ou na primeira parte dos Megadeth no Pavilhão Dramático de Cascais, e que termina com a participação na data portuguesa da tournée europeia dos Clawfinger, a convite dos próprios (e que integrava igualmente os seus já conhecidos O.M.S.), no Via Rápida, no Porto.
Desta 'Anger Tour', o encontro com os One Minute Silence no Festival de Paredes de Coura viria a revelar-se providencial: não só os deu a conhecer aos Clawfinger como lhes abriu as portas para uma primeira tournée europeia, com os norte-americanos D.R.I.. Assim, nos primeiros meses de 1998, os Anger andam a mostrar a sua arte em países como a Holanda, a Bélgica, a França, a Suiça, a Alemanha, a Austria, a Hungria, a Eslovénia, a Itália e a Espanha.
De regresso a Portugal e ainda em 1998, para terminar a promoção de 'Anger', dão 3 espectáculos com os Breed77, actuam na Expo98 e reencontram os seus amigos Clawfinger, em Mira. Mas estava na altura de um novo álbum...

Em Novembro de 1998 os Anger começam a trabalhar no que viria a ser o seu segundo disco, 'Y2K', editado novamente pela NorteSul. Mas antes da edição houve ainda tempo para uma tournée nacional com os Tarântula e para uma segunda tournée europeia, agora como cabeças de cartaz, com os holandeses Vanity Fair, que os levaria, desta vez, a Espanha, Bélgica, Holanda e Alemanha.

Antecedido pelo single 'Look Sharp', o álbum 'Y2K' é finalmente editado em Maio de 1999. Reforçados com a entrada de Luís Silva para os teclados, os Anger iniciam a tournée de promoção ao disco e, até final de 1999, passam, entre outros, pelos palcos do Hard-Club e do Paradise-Garage, pelos Festivais Super Bock Super Rock, T99 (com Metallica e Monster Magnet), Sudoeste ou Hard Fest e abrem para os Megadeth no Coliseu do Porto. O ano é finalmente encerrado com um novo concerto no Hard-Club, em Dezembro.
Em 2000 continuam com os concertos em Portugal, tendo actuado nas Semanas Académicas de Viseu, Aveiro, Portalegre, Guarda e Vila Real e nos Festivais de Vilar de Mouros e de Aveiro, onde se voltariam a cruzar com os Breed77 bem como com os Leadfoot. Entretanto a NorteSul, com quem tinham assinado para 4 álbuns, tem graves problemas financeiros e, em Fevereiro de 2001, grupo e editora decidem a rescisão amigável do contrato que os une. Em Abril desse ano os Anger participam com o tema 'If You Close Your Eyes' para o disco de tributo aos Tarântula, tendo igualmente participado no concerto de homenagem que no Outono juntaria várias bandas no palco do Hard-Club. Mas antes, em Junho, abriam para os Soulfly na Praça Sony, em Lisboa.
Em 2002 os Anger começam seriamente a pensar que está na altura de sair um novo disco. Alternando actuações ao vivo (Semana do Enterro em Aveiro, Festival Hard Fest, Hard-Club, novamente com os Breed77...) com trabalho de estúdio, o grupo elabora uma maqueta com o novo álbum. Com base nessa gravação, já no início de 2003, a editora Cobra interessa-se pela edição do disco e assina os Anger. Gravado em Maio e Junho de 2003 no Area51 Studio, em Hanover, na Alemanha, com Tommy Newton, conhecido pelo seu trabalho com os Guano Apes, 'The Bliss' é editado no fim de Setembro, antecedido pelo single 'Say (What You Wanna)'.

MySpace: http://www.myspace.com/angermusic

11.6.07

Exploring...: Sirene

Olá leitores! Hoje vou ajudar a alargar os horizontes musicais dos portugueses fãs de um Soft Rock com tendência a Alternative e Pop. Exemplo primo deste género musical, são, em Portugal, os Sirene.


São de Lisboa, trazem influências de Radiohead, Muse, Smashing Pumpkins, A Perfect Circle, Nine Inch Nails, Coldplay e muitos outros, por isso posso apenas dizer esta banda tuga tem boa música para vos mostrar. O MySpace não revela muitas informações sobre a banda, por isso o que vos aconselho mesmo é a ouvirem os temas, entre os quais uma cover dos Smashing Pumpkins, Tonight Tonight, muito bem conseguida. Desculpem a escassez de informação, mas o máximo que conseguem tirar é mesmo uma pequena história disponível no MySpace da banda.
Boas Audições!

10.6.07

News: Smashing Pumpkins no Alive!07

Os Smashing Pumpkins ressuscitaram na noite de ontem, em mais um espectáculo da banda de Billy Corgan entre nós. E se muitos ontem recordavam o carácter quase mítico da chuva que começou a cair quando Billy cantou, recordando a primeira actuação em palcos nacionais, no mítico Pavilhão de Cascais, outros havia que parecem imunes à criatividade vacilante de Corgan, graças a um percurso errático que se iniciou logo após o fim anunciado dos Pumpkins da primeira geração.


Um aparato cénico suficiente protegia a parte traseira do palco, enquanto Billy, Jimmy Chamberlin e restantes recrutas Smashing exibiam fatos brancos, quase idênticos.'Today' abriu um espectáculo que continuou à cadência de um formato quase de compilação de melhores êxitos da banda de Chicago. 'Rocket', '1979', 'To Sheila', e 'Tonight' continuaram a confirmar que muita da força que permite a Billy continuar vem ainda dos tempos em que James Iha e D'Arcy faziam parte do colectivo. 'Tarantula', o primeiro single de "Zeitgeist", cuja data de lançamento foi devidamente anunciada por Corgan continuou com um espectáculo que foi acontecendo, sem grandes sobressaltos. 'Zero', 'Disarm', ou 'Cherub Rock' deram alguns dos acordes finais de um espectáculo profissional, mas algo incaracterístico, ideal para os fãs mais dedicados, mas estranho para os seguidores mais distraídos.


É difícil descrever, para alguns dos fãs mais circunspectos, o percurso singular de Billy Corgan, desde que a primeira encarnação dos Smashing Pumpkins terminou. "Siamese Dream", "Gish" ou o épico "Mellon Collie & the Infinite Sadness"vão sempre parecer obras eternas, demasiado perfeitas para serem comparados com outros discos feitos por bandas rock. Ao lado destes álbuns, projectos como os Zwan, ou a sua esforçada missão a solo, parecem sempre demasiado difusos no que toca à solidez criativa. As comparações são inevitáveis, e a verdade é que os novos temas de "Zeitgeist"parecem a milhas de distância de todos os que foram criados até ao ano 2000, contudo, tudo permanece nas mãos de Corgan, e isso poderá ou não, continuar a ser um problema.


O terceiro dia do Alive!07 também terá lugar para destaque, amanhã, no 13ª Arte. Fiquem Atentos!

9.6.07

News: Oeiras Alive!07 dia 8

Foi um começo auspicioso para o Oeiras Alive! 07 – na primeira noite do novo evento musical da Grande Lisboa, o Passeio Marítimo de Algés acolheu vários concertos bem recebidos pelas dezenas de milhares de espectadores que acorreram ao local. Os cabeças de cartaz Linkin Park e Pearl Jam motivaram as maiores enchentes, mas a partir das 20h00, ou seja, do concerto dos Blasted Mechanism em diante, já era complicado circular frente ao palco principal.Com gravilha e areia a servir de pavimento, o espaço do Oeiras Alive divide-se em dois espaços dedicados a concertos (entre ambos vai uma distância de música, música e meia), zona de restauração (com filas proibitivas nas horas de maior aperto estomacal), WCs, tendas de artesanato e algumas instalações artísticas, fazendo (modesto) jus à ideia multidisciplinar do evento. O som esteve à altura do exigido, não comprometendo qualquer dos concertos principais, e o maior problema “logístico” parece ter passado pelo estacionamento, com muitos dos espectadores a terem de deixar a viatura para lá da Torre de Belém.

Quanto aos concertos, não é fácil encontrar um vencedor incontestado para a primeira noite. Aos Blasted Mechanism, a primeira banda grande a subir ao palco principal, coube aquecer o público e provar como o ambiente “live” continua a ser o catalizador perfeito para a música frique e mutante de Sound In Light . O mais recente trabalho do grupo esteve, de resto, em destaque: logo a abrir, o excelente «Battle of Tribes» evidenciou a faceta étnica dos portugueses. O som nítido que os serviu permitiu que, no meio do transe dançante e catártico, a plateia escutasse com pormenor o contributo das percussões e das cordas na poderosa máquina de palco da banda. «Are U Ready?», «Blasted Empire», «Sun Goes Down» e «All the Way» conduziram o concerto em crescendo até à inevitável – e trepidante - «Nadabrovitchka». Tal como em disco, a entrega é indiscutível. Quem está com a banda – e muitos foram os que a saudaram, quer em palco quer na descida dos músicos à plateia – só pode agradecer a comunhão.

Empatia entre público e banda não faltou, também, no concerto dos Linkin Park. Quem tenha pensado que a popularidade dos norte-americanos sairia sacrificada com o ocaso do nu-metal, equivocou-se. Em Oeiras, os autores de «Numb» foram recebidos em braços (literalmente: havia quem tivesse o nome da banda escrito nos membros superiores, ou t-shirts a avisar «eu vim ver LP»). Os fiéis criaram o ambiente ideal para um espectáculo emocional, no qual temas como «Somewhere I Belong», «From The Inside», «Crawling» ou, já no encore, «Faint» foram entoados a uma só voz. Encantados com a recepção, e nitidamente em altura de fazer contas à vida, os Linkin Park foram verdadeiros campeões dos agradecimentos, frisando vezes sem conta a importância do apoio dos fãs nos melhores – e nos piores – momentos.

Empoleiradas nos monitores de palco, as figuras de proa da banda assumiam uma postura quase de heróis da classe operária – do seu género musical, claro. Com Chester Bennington a contorcer-se em cada lamúria gritada e Mike Shinoda a estabelecer a comunicação com os admiradores, sempre com humildade, houve tempo para tudo – até para momentos mais introspectivos e melancólicos, com o sintetizador em primeiro plano.

Se os Linkin Park foram operários fabris na noite de ontem, os Pearl Jam, e muito especialmente Eddie Vedder, vestiram a pele de pai de família. De volta a Portugal menos de um ano após o último concerto por cá, a banda trouxe um alinhamento de best of e muito boa disposição. Vedder foi-se progressivamente libertando e acabou a ler vários pequenos discursos em português, enquanto bebia e fumava. A sequência «Corduroy», «Do the Evolution» e «Worldwide Suicide» serviu de arranque sôfrego ao concerto, mas os melhores momentos surgiriam mais à frente, à medida que o espectáculo ganhava corpo e calor.

«Elderly Woman Behind the Counter at a Small Town», «State of Love and Trust» ou «Even Flow», provavelmente tocada pela milionésima vez mas ainda sem enfado, serviram de prova ao equilíbrio que os Pearl Jam lograram alcançar: o de continuar a ser uma banda de culto, ao mesmo tempo que se tornam “seguros”, institucionais, apelando a uma larga variedade de melómanos e gerações.

Ao longo de duas horas, o “velho amigo” Eddie Vedder dedicou músicas a bebés («Given To Fly») e aos surfistas portugueses («Big Wave»), falou das raízes lusas do teclista havaiano e dirigiu um (escusado) «que se foda» a Madrid, onde tocará hoje. A pose que ficará para a história, deste concerto, será a do cantor de braços cruzados sobre o peito, em forma de reconhecimento. Quanto ao som, apesar do final com «Black», «Keep On Rocking In A Free World» e «Yellow Ledbetter», suspeitamos que o karaoke colectivo de «Better Man» fará as delícias dos coleccionadores de gravações pirata.Ao final da tarde, os americanos The Used conquistaram o público com persistência (o vocalista Bert McCracken incentivou sucessivamente os fãs, quase sempre com a palavra “fuck” e derivados) e várias amostras dos seus três álbuns. Dignos representantes do punk-rock chorão, os autores de Lies for the Liars por pouco não terão borrado o eyeliner, ao ouvir as suas letras serem entoadas com convicção por muitos dos presentes. «On My Own», «Pretty Handsome Awkward» e «Hospital» foram alguns dos momentos de maior partilha.

No palco secundário, a tarde abriu com os Oioai, cujas canções sem grandes requintes ou pormenores convenceram uma tenda quase cheia; Tiago Bettencourt, dos Toranja, ajudou em «E Agora o que É que Eu Vou Fazer». Já os Loto pareceram divertir-se mais do que o respectivo público, pouco receptivo aos convites para pular e dançar. «Celebration», «Back to Discos» ou «We Are», parecendo que não, já ajudam a compor uma setlist bem decente.

À noite, os ingleses The Rakes mostraram filiação na vaga pós-punk, arrancando a melhor reacção com «22 Grand Job», ao passo que os The Sounds se estrearam em Portugal com garra e alguma má sorte. Os suecos debateram-se com alguns problemas sonoros - que levaram a vocalista Maja Ivarsson ao desespero -, mas não deixaram de apresentar um cardápio suculento baseado em canções dos seus dois álbuns de originais. A abertura deu-se com «Living In America» (o single que os deu a conhecer) e, com o turbo ligado, o grupo atirou-se às frenéticas «Song With a Mission», «Dance With Me», «Queen of Apology» e «Painted By Numbers». Maja Ivarsson apresentou-se com o costumeiro casaco de cabedal e uns curtos calções de ganga, experimentando aqui e ali algumas poses mais ousadas.

O Oeiras Alive! 07 prossegue hoje, 9 de Junho, com actuações de Smashing Pumpkins, White Stripes e The Go! Team, entre outros.

(Texto de Lia Pereira)

8.6.07

Past+Present=Future Tour

Boas, deixo-vos com a divulgação de um concerto a pedido dos Undertone e do artista Phil Mendrix para o 13ª Arte:


Após o convite feito a Phil Mendrix para actuar com os Undertone no palcodo Culto club, surgiu a ideia de ambos os projectos actuarem juntamente numa concepção de espectáculo em que a Phil mendrix band será cabeça de cartaz e os Undertone a banda convidada, havendo no final do espectáculo uma Jam session.


O lendário Phil Mendrix, "Hércules da guitarra lusitana" apresenta o seu último CD que dá pelo nome de SOLOS, com este trabalho os limites do virtuoso guitarrista estão em vias de serem ultrapassados. Uma obra onde osritmos de fusão se misturam com as emoções da improvisação instrumental e aparte vocal é constituída por sentimentos expontâneos.


Os curiosos podem sempre dar uma espreitadela ao MySpace do artista...


Concerto recomendado pelo 13ª Arte!



Exploring...: Undertone

Tal como já devem saber, o 13ª Arte aceita pedidos de bandas para eventual divulgação neste espaço dedicado à música portuguesa. Esta não se ficou e fez-nos um pedido para ser divulgada no Exploring... que hoje vos trago. Apresento-vos os Undertone, uma banda portuguesa relativamente recente, com um som que é altamente indispensável aos amantes de Indie Rock.



(Da esq p/ a dir)

Manz (baixo)
Paulinho (bateria)
Dany (voz/guitarra)
Jonas (guitarra/2ªvoz)

História da banda


MAIO 2006 - os UNDERTONE iniciam o actual trabalho depois de DANY(compositor, letrista, voz e guitarra) e Gilinho (ex-baixista) terem conhecido o PAULINHO(actual baterista)numa jam session no Culto club (cacilhas) dias depois da saída de Ricardo(baterista da anterior banda “PARTNERSHIP” que deu origem aos UNDERTONE)

JULHO 2006 - MANZ(actual baixista)entra na banda substituindo o GILINHO. Iniciou aqui a caminhada dos UNDERTONE ainda como um trio.
SETEMBRO 2006 - os UNDERTONE estreiam-se ao vivo no palco onde os viu nascer(o do CULTO club). O feedback das 170 pessoas que assistiram a estreia foi positivo. Seguiram-se 2 concertos no Muralhas ROCK(cascais)e no Ginásio Clube de Corroios. Posteriormente devido à necessidade de mais um guitarrista/vocalista convidou-se o JONAS (vocalista e guitarrista dos SELF MADE MEN) para completar a equipa que viria a entrar em estúdio (ROCKSTUDIO- Feijó) a 18 de NOVEMBRO 2006 para gravar o EP Breaking News, que contou com a produção de PEDRO MADEIRA/UNDERTONE, edição e misturas de PEDRO MADEIRA com participação especial de DONNY BETTENCOURT e masterização de TÓ PINHEIRO DA SILVA( 13 janeiro 2007). Realizaram-se 3 concertos(já com os 4 elementos) durante o decorrer das gravações e misturas (IN LIVE CAFÉ - Moita; Festa de natal da CRINABEL-lisboa;CULTO CLUB-cacilhas-com a participação especial de PHIL MENDRIX na musica -free to be who i want to be .
FEVEREIRO 2007-apos um período de ensaios os UNDERTONE apresentaram o seu novo conceito de espectáculo no TAMBOR Q FALA(Casal do Marco).
Este ano os UNDERTONE pretendem divulgar o projecto através de concursos, de rádios, televisão, internet, etc.
Uma banda recomendada pelo 13ª Arte!

7.6.07

News: Jorge Palma no Casino Estoril

Jorge Palma actua a 09 de Agosto no Du Art Lounge do Casino Estoril. O cantor que se prepara para lançar um novo álbum, intitulado "Vôo Nocturno (ver artigo) é um dos nomes que integra o programa de concertos de Verão, com entrada gratuita, naquele espaço.

Vitorino, UHF, Luis Represas, João Pedro Pais, Rui Veloso e GNR estão entre os outros artistas que entre Julho e Setembro vão passar pelo Casino.

Quanto ao novo trabalho de Jorge Palma tem edição prevista para 02 de Julho e é apresentado pelo single 'Encosta-te a Mim'.
O sucessor de "Norte" é composto por 12 temas originais, um deles, 'Vermelho Redondante', com letra de Carlos Tê, e outro ('A Velhice') criado a partir de uma adaptação de João Lagarto para um texto de Samuel Beckett.
"Vôo Nocturno" contou também com a colaboração de vários músicos, como Flak, a quem coube a produção do registo, Marco Nunes (ex-Blind Zero), Miguel Barros e André Hollanda (ex-Zen), Miguel Ferreira, (Clã e Blind Zero) - que compõem os "Demitidos", a banda que tem acompanhado ao vivo Jorge Palma - Gabriel Gomes (Sétima Legião, ex-Madredeus) e Dixie Gang, entre outros.

PS: Toda a equipa do 13ª Arte dá os pêsames a Marta Ferreira, a manager dos Xutos & Pontapés que foi esta manhã vítima, tudo leva a crer, de um ataque cardíaco fulminante, no aeroporto de Lisboa enquanto a banda se preparava para embarcar para o Canadá. R.I.P.

6.6.07

Cartazes | Bares & Concertos


Vila Chã de Ourique - Cartaxo. Entrada: 5€.

3.6.07

Exploring...: GAZUA

Chegámos a Junho: mês do sol, das férias (para alguns), dos exames, do cheirinho a Verão e da música. Diria, mais especificamente do Rock. Eis os GAZUA, uma banda que merece destaque no espaço de Artista da Semana, da primeira semana deste belo mês.


Formados em 2005, os GAZUA são uma banda de rock cantado em português com assento em Lisboa. Cedo arrancaram para os espectaculos ao vivo na procura de uma personalidade sonora, essencial para um grupo que pretende marcar uma vincada posicão no panorama musical nacional.

Os GAZUA são um power trio constituido por: João, na voz e guitarra, principiou o seu percurso musical no final dos anos 80 com os Corrosão Caotica, em 97, formou os Carbon H e, em 2001, participou nos The No Counts; Paulinho, no baixo, estreou-se no inicio dos anos 90 com os Jardim do Enforcado, depois com os M.A.D., os Spitz Buben e, actualmente, participa com os Kamones – banda de tributo aos Ramones que conta com a participacão de João Ribas (membro dos Tara Perdida e dos Censurados). E, por último, Quim, na bateria, iniciou-se no final dos anos 80 com os Condenação Pacífica, passando, recentemente, pelos Civic que lhe valeu uma experiencia no palco principal do Rock in Rio. São um trio, no qual cada elemento já conta com muita experiência dentro do panorama musical nacional e que nos Gazua juntam forças para levar este projecto a bom porto...

O universo dos Gazua situa-se entre o Punk Rock e o Rock, com diversas influencias, que vão desde nomes internacionais como: Suicidal Tendencies, Ramones, Motorhead, Patti Smith, AC-DC, Thin Lizzy a nomes bem nacionais como: Censurados, Peste & Sida e Xutos e Pontapes. As letras falam sobretudo de aspectos sociais que dizem respeito a todos, da interelacão inevitavel entre as pessoas e a consciência individual do mundo que nos rodeia. A principal razão e motivação para a existência deste projecto e da insistência destes músicos, é a mesma que faz com que o coração não pare de bombear sangue para todo o corpo...

A banda esta neste momento a terminar a composicão das musicas que irão integrar o seu primeiro album, que pretende ver a luz do dia durante o ano de 2007, inicio de 2008.

Visitem o MySpace para ouvirem temas, e claro, para ficarem a par dos próximos concertos...

Boas Audições!

News: Rolling Stones em Lisboa: Jet na 1ª Parte


Os australianos Jet são a banda convidada para fazer a primeira parte do concerto dos Rolling Stones em Lisboa.

O colectivo, que se actuou em Portugal na primeira edição do Rock In Rio-Lisboa, traz na bagagem o seu mais recente álbum "Shine On".

Quanto aos Rolling Stones regressam a território nacional cerca de um ano depois da sua última passagem pelos palcos lusos, que teve como palco o Estádio do Dragão, no Porto.

Desta vez "A Bigger Bang Tour" vai estar no Estádio de Alvalade, a 25 de Junho.
Segundo revelou à Lusa Nuno Brancaamp, da promotora Ritmos & Blues, já foram vendidos cerca de 25 mil bilhetes, dos 47 mil disponíveis.

Os preços dos ingressos para o concerto dos Stones varia entre os 69 euros e os 142 euros.
(Fonte: LUSA)

2.6.07

News: Jorge Palma regressa em Julho

Jorge Palma edita um novo álbum a 02 de Julho.Intitulado "Voo Nocturno", o registo integra doze novas canções, uma delas com letra de Carlos Tê ('Vermelho Redondante') e outra é uma adaptação dum texto de Samuel Beckett por João Lagarto ('A Velhice') .


O longa-duração contou com a produção Flak e com vários músicos convidados: Marco Nunes (ex-Blind Zero), Miguel Barros e André Hollanda (ex-Zen), Miguel Ferreira, (Clã e Blind Zero), Gabriel Gomes (Sétima Legião, ex-Madredeus), pelo seu parceiro nos Tjak Pedro Sotiry, Pedro Vidal (Blind Zero) e os Dixie Gang. Encosta-te a Mim" é o single de apresentação do sucessor de "Norte" (2004).

O alinhamento é o seguinte:
01. Encosta-te a mim
02. Voo Nocturno
03. Rosa Branca
04. O Centro Comercial fechou
05. Olá (cá estamos outra vez)
06. Abrir o sinal
07. Gaivota dos Alteirinhos
08. Casa do Capitão
09. Vermelho Redundante
10. Quarteto da Corda
11. Finalmente a Sós
12. A Velhice

Exploring...: Madcab

Os Madcab são uma banda de rock já conhecida por muitos, com um som peculiarmente influenciável.



São de Lisboa, a banda nasceu em 2001 e até à data a banda deu dezenas de concertos, "criando o som andando por ruas de sentido proibido" e, com um resultado bastante positivo... Decidiram então criar o seu debut album, intitulado Keeping Wounds Open, um álbum bem recebido por todos, até porque o download é gratuito (para efectual download basta clicar no banner no final do blog).

Keeping Wounds Open é o álbum que Portugal precisava: uma fusão de rock inexplicável, é algo que nos leva a uma dimensão onde o som das guitarras se entranha nos ouvidos, como se com o decorrer do álbum estivéssemos a viver uma história e não quiséssemos sair mais dela, é um estado de espírito em CD...

Para perceberem melhor, nada melhor que descarregarem gratuitamente o álbum de estreia e aproveitarem para visitar o MySpace dos Madcab, ficando ao mesmo tempo a conhecer melhor a banda.

Aqui fica um vídeo com um excelente tema dos Madcab, "Commercial Suicide", ao vivo na fnac do Colombo (08/03/07):




Informamos também que os Madcab actuarão ao vivo a 16 de Junho na Fábrica do Som (Porto) e a 24 de Junho em Leiria, no Ass. Makapé.

Uma banda recomendada pelo 13ª Arte.


Boas Audições!

1.6.07

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Apesar de o 13ª Arte ser um blog exclusivamnte de música portuguesa, não quis deixar passar ao lado esta data importante: Celebram-se hoje (1 de Junho) os 40 anos após o lançamento do mais bem conceptuado álbum dos The Beatles, e da própria história da música. Falamos de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, um álbum de 1967 que dispensa de apresentações.



Incluídas no álbum, estão algumas das canções mais celebradas dos fab four: «With a Little Help from My Friends», «Lucy in the Sky with Diamonds» e «When I'm Sixty-Four». Um fenómeno consensual, reunindo a aclamação da crítica e do público, o álbum é hoje um dos grandes marcos na história da música e um dos registos mais influentes de sempre.

Daqui a 10 anos estaremos aqui, para celebrar o seu meio século de
existência... :) Abraço a todos os leitores!

Cartazes | Bares & Concertos















News: Andrew Bird em Lisboa: Fotos

A sala de concertos do cinema São Jorge esgotou, ontem à noite, para aplaudir o regresso do norte-americano Andrew Bird a Lisboa. O primeiro concerto foi há dois anos, no Lux, e desde então bastantes coisas aconteceram à música do cantor e violinista; em primeiro lugar, e sobretudo graças ao belíssimo The Mysterious Production of Eggs , a sua obra tornou-se mais conhecida. A afluência de público ao espectáculo da noite passada, que Bird agradeceu com um esforçado «Nós adoramos Portugal», é prova da sua crescente popularidade entre nós.


Outra grande diferença passa pela formação que ontem o acompanhou. No Lux, o autor de «Dark Matter» apresentara-se sozinho, tocando e samplando vários instrumentos, num espectáculo surpreendente. Desta feita, trouxe um guitarrista e Martin Dosh, um faz-tudo (baterista, teclista, compositor) a quem coube realizar a mini-abertura da noite. Apesar da companhia, Bird tem muito com que se entreter, em palco – desde tocar violino, guitarra eléctrica e xilofone, até soltar o mais mavioso assobio da pop actual e, claro está, cantar. A construção de todos estes alicerces (Bird vai produzindo pequenas sequências de sons e repetindo-as, com a ajuda dos pedais indicados, ao longo dos temas) leva o seu tempo, e fez com que o espectáculo fosse, a espaços, mais cerebral do que emotivo.


Andrew Bird já avisara que, ao vivo, lhe interessa conferir às músicas que em disco se apresentam redondas e apetecíveis uma dimensão mais experimental. O público ou ia avisado ou teve paciência, apoiando todas as jigajogas do músico, que parece construir cada canção com a perícia e o apuro de quem trabalha numa oficina ou num laboratório.Como um maestro nervoso, de fato e gravata mas sem sapatos (tal como acontecera já no Lux), Andrew Bird começou o concerto com «Imitosis», do mais recente Armchair Apocrypha . O ritmo quase latino levou parte do público a tentar acompanhar com palmas, mas depressa a audiência se aperceberia que a concisão pop dos dois últimos discos é, ao vivo, sacrificada por construções um tudo-nada mais planantes e labirínticas.


Este apreciável trabalho de reconstrução não impediu grandes temas como «Fiery Crash», «Measuring Cups», «A Nervous Tic Motion of the Head to the Left» ou «Plasticities» de soarem muitíssimo bem. Andrew Bird pode ser mais músico do que performer, mas quando ficou sozinho em palco com o violino, para interpretar o mais antigo «Why?», de 2001, mostrou-se capaz de significativa sensualidade e teatralidade, encenando um diálogo duplo – na letra da canção e no violino, que dedilhava e samplava.Tanto aqui como em alguns temas em que a bateria se revelou demasiado grandiloquente para a subtileza das composições, ficou a sensação de que Bird não teria, de todo, feito pior figura se tivesse actuado "a solo".



Noutros momentos, como em «Heretics», óptima cantilena do novo disco, optou por «turn up the rock», o que também não lhe fez mal nenhum e teria resultado ainda melhor caso não estivéssemos numa sala com cadeiras. «Scythian Empires» e «Weather Systems», do trabalho homónimo de 2003, encerraram com prolongado romantismo o concerto. Deliciado, o público pediu novo encore, mas ao fim de quase duas horas de concerto o artista optou por retirar-se, na certeza de que o carinho que diz sentir por Portugal é inteiramente correspondido. Esta noite, Bird dá o terceiro e último concerto no nosso país, no Theatro Circo de Braga.

Aqui fica um vídeo da actuação gravado por um fã:


(Fotos de Espanta Espíritos, texto de Lia Pereira)