28.6.07

SBSR | Joe Satriani explode com sua guitarra

Joe Satriani subiu ao palco do Super Bock Super Rock ao cair da noite e como um mágico que domina muito bem os seus truques repartiu de forma equilibrada os temas do seu concerto.


Passando do mais jazzístico ao rock puro, Satriani domina com perfeição o espaço e o tempo entre as suas mãos e as muitas guitarras que exibe durante o concerto. Sempre a rir, transmite sem dificuldade a sua energia à assistência.

O guitarrista percorreu os clássicos que o fazem um dos mais apreciados músicos a solo do mundo. Temas como 'Always With Me, Always With You', 'Circles', 'Surfing witn an Alien' ou 'Crowd Chant' encantaram uma audiência que aos poucos foi entrando numa outra galáxia, onde o músico é claramente uma das maiores estrelas.

Seguem-se os sempre muito aguardados Metallica, que vão fechar este Acto I do Super Bock Super Rock.



(Texto de Rita Tristany)

SBSR | Estreia dos Stone Sour

Quando o sol se começou a pôr, os Stone Sour entraram no palco do Super Bock Super Rock dispostos a provar porque eram das bandas mais aguardadas desta edição do Festival à beira-tejo. Corey Taylor, o ex-Slipknot e líder dos Stone Sour, confirmou qual era a disposição da banda quando anunciou que este era o último concerto na Europa e que não podiam estar mais contentes por ser aqui no nosso país.

A assistência, familiarizada com o carácter comunicativo de Taylor, adere rapidamente às palavras de ordem gritadas pelo vocalista . 'Bother' do primeiro álbum "Stone Sour", mete o público a saltar, enquanto a letra de 'Made of Scars', do mais recente disco "Come Whatever May" é entoada em coro pelos milhares de pessoas que já não saem da frente do palco.

A «quase» balada 'Through Glass' fica como um dos grandes momentos do concerto, com o início a ser cantado em autêntico dueto entre Taylor e os fãs. Taylor é para já o mais comunicativo de todos os músicos que passaram pelo palco do Acto I do Super Bock Super Rock. Em resposta à sua pergunta "Estão preparados para algo mais pesado?", o público manifesta-se em concordância. Os Stone Sour retribuem ao acabar em grande com 'Hell and Consequences' e 'Get Inside'.

A banda america deu para já o melhor concerto deste Acto I do Super Bock Super Rock. Seguem-se agora Joe Satriani e os Metallica.


(Texto de Rita Tristany)
Mais críticas sobre Joe Satriani e Metallica no Super Bock Super Rock brevemente no nosso site.

SBSR | Blood Brothers & Mastodon

A estreia dos The Blood Brothers no nosso país dividiu o público do Super Bock Super Rock. A meio do concerto começaram a aparecer lenços brancos na assistência numa clara mostra de que o público não estava totalmente contente com o som da banda de Seattle.

Com dois vocalistas, o som dos The Blood Brothers aproxima-se do punk-hardcore, apesar de às vezes fazer lembrar The Darkness. A postura do mais activo vocalista, com o seu cabelo loiro oxigenado, a sua voz de falsete numa espécie de Mika versão punk, não conquistaram o público que de lenços brancos no ar e palavras mais fortes, pede que banda deixe o palco.

O final do concerto tornou-se então uma espécie de despique entre banda e assistência, num tom de provocação tão típico do rock e sobretudo do punk. Apesar da falta de aceitação do público, os The Blood Brothers mostraram certeza na sua execução musical e bastante profissionalismo, já que deve ser dificil para um artista ver tão clara reacção de rejeição à sua música.

Pelo contrário, os Mastodon (em todas as fotos) mostraram já ter uma grande base de admiradores no nosso país. A verdadeira massa humana que se concentrou em frente ao palco, acompanhou todo o concerto da banda americana co m a devoção típica dos apreciadores de música mais pesada.

Os Mastodon chamaram a noite com a intensidade do seu som e sobretudo a excelente execução musical dos longos interlúdios instrumentais. Os dois músicos cantores, o baixista Troy Sanders e o guitarrista Brent Hinds, trocam as vozes numa coreografia vocal que funciona muito bem em palco.

A banda percorreu a sua carreira tocando temas dos três álbuns, com predominência do último "Blood Mountain". O seu com é mais cheio em palco do que em álbum, o que dá de certa forma a ideia que estamos a ouvir novas versões de temas como 'Sleeping Giant', ' Capillarian Crest' ou 'Circle of Cysquatch' ou 'Blood and Thunder', que fizeram as delícias dos fãs.

O ambiente aquece no Super Bock Super Rock com a aproximação dos concertos de Joe Satriani, a estreia dos Stone Sour e Metallica, os mais esperados da noite. Aguarde a crítica, aqui, no 13ª Arte.

(Texto de Rita Tristany)

SBSR | Mais Pormenores

Como chegar ao recinto?

Há várias formas de chegar ao recinto do Super Bock Super Rock. Aqui ficam as principais.

Viatura própria: Há estacionamento gratuito no Parque do Tejo, Parque das Nações. Aconselha-se que os condutores cheguem cedo, por forma a evitar o congestionamento das vias de trânsito.

Comboio: A estação de chegada é a de Sacavém. O recinto fica a cerca de três minutos a pé. Durante o período do festival, nos dias 28 de Junho e 3 a 5 de Julho, efectuam paragem extraordinária em Sacavém: todos os comboios regionais das Famílias Lisboa / Entroncamento / Lisboa, Lisboa / Tomar / Lisboa e Lisboa / Castelo Branco / Lisboa; os comboios urbanos semi-directos da Família Azambuja (a partir das 15 horas de cada dia de espectáculo e até às 9 horas da manhã seguinte).

A estação de Sacavém vai ser servida pelos seguintes comboios: Alcântara-Terra / Castanheira do Ribatejo, que circulam nos dias úteis; Meleças / Alverca, durante as horas de ponta dos dias úteis; Sintra / Alverca, aos fins-de-semana e ainda os comboios que efectuam o percurso Azambuja / St.ª Apolónia. O mapa da rede pode ser consultado aqui .

A organização do festival sugere a compra de bilhete de ida e volta nas estações de comboio, por forma a poupar tempo e evitar filas no regresso a casa. O bilhete de ida e volta dos comboios urbanos e suburbanos é válido até às 9 horas do dia seguinte ao da sua compra. No caso dos comboios regionais e inter-regionais em percursos inferiores a 75 km, a viagem de regresso pode ser realizada até um dia depois do festival. Já em percursos superiores, o regresso é possível até dez dias depois da data de compra do bilhete.

Autocarro: Uma carreira especial contínua vai estar a assegurar a ligação entre o recinto e a Gare do Oriente. O pagamento da viagem será feito com base num tarifário especial, inferior à habitual tarifa de bordo e não são aceites passes de qualquer ordem.


35 mil espectadores

A produção do festival Super Bock Super Rock aponta as expectativas para 35 mil espectadores nos concertos desta noite, avança o Correio da Manhã (CM). Os Metallica vão dar início à sua digressão europeia no Parque do Tejo, com uma actuação marcada para as 22h45.

Fonte da organização disse ainda ao CM que os Metallica “já cá estão há uns dias e têm sido supercooperantes e profissionais”. Revelou ainda que o SBSR não tem palco secundário este ano porque a banda de “Nothing Else Matters” trouxe uma “produção nunca vista em festival em Portugal”.

As inovações nesta edição do SBSR chegam ao palco e aos restantes espaços do recinto. No palco “sistemas de vídeo que vão passar outras imagens que não as do concerto”, explica a organização, adiantando que agora a “visão do palco é muito maior”. O número de bares cresceu, para melhor fazer face à elevada procura de bebidas entre (e durante) concertos.


Via Green

Vão entrar em funcionamento, a partir de hoje, duas vias de acesso rápido ao recinto do Super Bock Super Rock. A medida vem fazer face à elevada concentração de pessoas para acederem ao espaço do festival imediatamente antes do começo dos concertos principais.

As Vias Green vão estar instaladas em dois corredores laterais, situados nos extremos esquerdo e direito das entradas. Estas duas vias são reservadas a quem não transporte consigo malas ou mochilas. De modo a aumentar a velocidade de circulação nas Vias Green, a organização recomenda que objectos transportados nos bolsos sejam retirados previamente para facilitar a inspecção.

Estes corredores especiais podem ser facilmente reconhecíveis, uma vez que o pavimento vai estar colorido de verde, para além de existirem sinais verticais a assinalar a proibição de mochilas.

A afluência de público ao festival SBSR ascende aos milhares de pessoas. Por essa razão, quer a Música no Coração, organizadora do evento, quer a Polícia de Segurança Pública, recomendam que se chegue o mais cedo possível para evitar congestionamento nos acessos ao recinto. Um conselho adicional passa pelo transporte do mínimo de bagagem possível, já que todas as pessoas serão revistadas antes de acederem ao festival.

(Fonte: CM)

Não perca mais tarde a rewiew do Act1 do SBSR, aqui, no 13ª Arte.

Videoclips: Sam the Kid - Abstenção

26.6.07

News: Rolling Stones em Alvalade

Falar dos Rolling Stones é falar invariavelmente de longevidade. E apesar de algumas críticas ela é motivo de reverência e de sustentação do epíteto de maior banda de rock do mundo.

O espectáculo condiz com o estatuto, dispensando explicações exaustivas, até porque é conhecida a grande produção que tem envolvido as actuações do colectivo. Isso mesmo viu esta noite o Estádio de Alvalade, em Lisboa, que recebeu o pela última vez há 12 anos, como recordaria Mick Jagger no seu português esforçado. A Bigger Bang Tour foi o pretexto para o regresso à capital e fez-se anunciar logo num cenário de big-bang urbano, secundado pelo fogo de artifício que se elevava da parte lateral da estrutura do palco.

O efeito apanhou de supresa o público que aguardava a banda na penumbra, depois de uma espera ansiosa. E foi curioso ver como a massa humana se condensou, iludindo os prognósticos pouco animadores das vendas de ingressos. 'Start Me Up' deu, então, o arranque com a conhecida energia dos Rolling Stones: Keith Richards à cabeça introduzindo com guitarra vigorosa os primeiros acordes, Mick Jagger assumindo o comando em frenesim e Ronnie Wood chegando depois e dando um "solozinho" da sua graça.

Mais atrás no palco, pela condição menos móvel imposta pela bateria, Charlie Watts. Sem supresas coube quase sempre a Mick Jagger assumir o comando do espectáculo, sobretudo pela energia contagiante com que puxava pela assistência, ora bamboleando as ancas e as pernas e sacudindo o tronco nos seus já tradicionais movimentos, ora percorrendo o palco (que ocupava a largura do relvado) de uma ponta à outra.

'You Got Me Rocking', outro dos temas que deu seguimento à festa do rock'n roll, assim o confirmava, com os guitarristas em despique saudável, patilhando a execução instrumental e em sintonia com a banda de suporte onde se destacaram as prestações do baixista e de Bobby Keys, um dos saxofonistas presentes. Tim Ries, que actua Quarta-feira no S.Jorge com Ana Moura passou mais despercebido.

Já a fadista foi a surpresa da noite, convidada a partilhar, em dueto com Mick Jagger, o tema 'No Expectations', num tom mais acústico. O «flavour» português que o cantor dos Stones quis dar ao concerto poderia ter sido um dos pontos altos do concerto, mas o som excessivamente alto acabou por quebrar a aura do encontro intercultural e deixar ficar apenas o orgulho nacional pela representação portuguesa.

De volta ao feixe enérgico do rock Ronnie Wood protagonizou um dos melhores momentos instrumentais da noite finalizando a música que precedeu a homenagem a James Brown, falecido no final do ano passado. 'I'll Go Crazy' foi o tema escolhido por Mick Jagger que à falta do potento das vozes negras da soul se fez acompanhar brilhantemente por Lisa Fisher, uma das cantoras do coro.

Também na voz houve lugar para o protagonismo de Keith Richards, em 'You've Got The Silver', em tons de country, e 'I Wanna Hold You', já com as guitarras eléctricas. Com o regresso de Mick Jagger ao posto de vocalista, o grupo mostrou que não é preciso o aparato cénico para ainda se fazer valer e desprendeu-se da plataforma do palco principal para percorrer noutro, mais pequeno, a passadeira montada a meio do relvado.

Bem a propósito, 'It's Only Rock'n Roll' fez a passagem para 'Satisfation' já no meio da assistência, em êxtase. Na estrutura principal os lábios vermelhos com a língua de fora foram ocupando a tela central onde antes tinham passado em grande plano as imagens dos membros da banda. Sol de pouca dura que deu lugar a projecções psicadélicas vermelho vivo e aos assobios uivados com que o público antecipou um 'Sympathy for the Devil' cercado por labaredas. Mesmo com a qualidade do som longe do seu melhor e a voz de Jagger a entrar por vezes fora de tempo, é inegável a pujança dos Stones ao vivo. E 'Brown Sugar' no encore não foi doce o suficiente para o final.

(Texto de Ana Tomás)

24.6.07

Exploring...: Green Machine

Leitores, voltámos aos anos 50. E o mais incrível de tudo, é que a máquina do tempo ainda não foi inventada. Confuso?


Os Green Machine são uma banda portuguesa de Rock, com cheirinho de Garage e Blues. É referida como um revitalizante (como aqueles de lata), mas melhor porque não se bebe: ouve-se e sente-se.


A banda tem raízes de Barcelos, já conta com dois EP's, com destaque para temas como Paris de França, The Never Ending Train Is Gonna Stop For You To Change!, A Caligula Complex, Tales From An Expectant Pussylicker, Lord Pigeon-Smythee e The III With A Very Broken Heart. De não esquecer também o álbum todo, do início até ao fim, que é uma base de copos que vale realmente a pena ouvir e deixar entranhar...

As 4 máquinas são João Pimenta (voz), Bruno Costa (guitarra), Ângelo Sousa (baixo) e Pedro Oliveira (bateria).

O CD chama-se Themes For The Hidebounds e o alinhamento é o seguinte:

1. Paris de França
2. The Hidebounds
3. The Never Ending Train Is Gonna Stop For You To Change!
4. Screamin J Hawkins As A Psychiatrist
5. Lord Pigeon-Smythee, The III With A Very Broken Heart
6. Caligula Complex
7. Tales From An Expectant Pussylicker

Boas Audições!

18.6.07

primeira pessoa | jrebola dos the cynicals

O 13ª Arte bateu à porta de José Rebola, guitarrista dos já afamados coimbrões The Cynicals, Banda do Mês por escolha do público aqui no 13ª Arte. Diz que venceram o XII Festival de Corroios, diz que actuaram no Madrid Pop Festival 2007, diz que deram um espectáculo na Queima das Fitas e diz muita coisa boa sobre esta banda que conta sempre com a elegância como arma e o cu como horizonte. De EP quase a estibordo, concertos na costa e temas disponíveis no MySpace já a surfar na net, vamos falar com JRebola:

David Akired: Para começar, como apresentariam a música dos The Cynicals aos que lêem esta entrevista e aos que, à partida, ainda não vos conhecem?


JRebola: Antes de mais, deixa-me dar-te os parabéns pelo teu blog que revela muito bom gosto e tem um papel muito importante na divulgação da nova música (boa) que se faz em Portugal. Acima de tudo, quando falamos em The Cynicals não podemos falar só em música… the Cynicals é toda uma atitude e uma performance, e, mais do que uma banda, acaba por se transformar num conceito e num modo de estar. Provocação, elegância, crítica, suor, paixão, ironia e audácia são provavelmente as palavras que melhor caracterizam a banda, e só se tem a noção disto depois de assistir a um espectáculo ao vivo. Quanto ao som, é tão variado que o melhor é não descrever e simplesmente ouvir, mas julgo que talvez nos possamos definir como “punk-cabaret”, se quiserem mesmo dar-nos um rótulo.

DA: Dizem os rumores que um EP está em estúdio… Que pormenores podes adiantar aos mais curiosos?

JR: Posso adiantar que terá seis faixas e deverá sair lá para Setembro. O nome será “So much ado about nothing”, que é uma conhecida peça de Shakespeare, para os mais curiosos...

DA: E o processo de gravação? Optam por uma gravação livre, espontânea e despreocupada ou preferem um registo com mais profissionalismo, mais difícil que “dar à luz”?

JR: Eu nunca dei à luz, e espero que a genética não avance tanto que o tenha de vir a fazer. Mas sim, parece-me um paralelo interessante. Não há nada de despreocupado na nossa gravação, todos os pormenores nos merecem a maior atenção e cuidado, bem como a qualidade musical e de execução, pelo que é um processo no qual estamos fortemente empenhados.

DA: Houve algo que me despertou a atenção quando ouvi falar da vossa banda pela primeira vez: o nome. Porquê The Cynicals?

JR: É como te disse, tem a ver com a atitude. Se tu queres marcar uma posição no que fazes e no que dizes, se não queres ser mais uma cambada de modelos de casting amestrados e tens realmente uma abordagem nova para apresentar, essa abordagem tem de começar pelo nome. Dizemos coisas sérias dissimuladamente, e com segundas intenções, daí que o nome seja perfeitamente justificado.

DA: Porquê Rock Britânico, se assim se pode chamar? Juntaram-se, pegaram nas guitarras e no baixo e foi o que saiu, ou já tinham essa expectativa?

JR: Já havia uma expectativa, sabíamos o que queríamos fazer, mas é óbvio que depois de irmos para a estrada e de trabalharmos os temas ao pormenor a sonoridade evolui connosco e vai correspondendo melhor ao que pretendemos realmente transmitir. Disseste rock britânico mas talvez devêssemos dizer rock europeu, um rock mais adulto e menos óbvio. A nossa postura e raiz cultural é europeia, e não faz grande sentido estarmos a mimetizar outras culturas, porque dificilmente as vamos espelhar da maneira que elas realmente são.

DA: Hum… Os elementos da vossa banda já estavam um pouco espalhados em bandas como F.E.V.E.R., Fireball, The Speeding Bullets e etc. De início o projecto The Cynicals era mais um passatempo ou era uma etapa já definida como um projecto sério? Estavam à espera de tanto reconhecimento?

JR: Estávamos, e esperamos mais. The Cynicals é um projecto sério e ambicioso, e em quase todos os membros da banda já passou o período de fazer musica só por hobby. Há passos importantes a dar, degraus a subir, e queremos subi-los sem medo de o dizer. Queremos ser maiores e melhores, e não acho que isso seja criticável e também não acho que nos impeça de nos divertirmos no processo. Ambição não pode ser confundida com arrogância, e a seriedade não pode entrar em conflito com o bom ambiente.

DA: Os The Cynicals são bastante elogiados nas suas actuações ao vivo, chegando a mostrar uma espécie energia compulsiva e sentido épico. O que sente a banda ao subir o palco? De que falam e o que pensam no backstage (quando existe…)?

JR: No palco há uma empatia muito grande entre nós todos e o público, surge uma sinergia que nos envolve a todos e transformam cada performance num momento especial. Não damos dois concertos iguais, porque não há nem deve haver duas interpretações iguais. Tem de ser assim quando há paixão e a queremos transmitir a quem nos ouve. Essa sinergia foi provavelmente o que nos valeu a vitória nos concursos que temos ganho.

DA: Pelo que pude constatar, dão destaque no vosso MySpace a temas como Emily Rose, On Sundays, Happy Together (cover dos Beatles) e I Didn’t Kill Rock n’ Roll. Qual destes pode servir aos visitantes de “cartão-de-visita”?

JR: O melhor cartão de visita é um concerto. Essas quatro musicas (o Happy Together é um cover) mostram aspectos muito diversos do que podemos fazer, mas só num concerto se pode ver o que fazemos, pelo que o meu conselho é: esqueçam o cartão e venham directamente visitar a empresa.

DA: Sei também que já tiveram experiências no estrangeiro. Como foi a experiência de apresentarem a vossa música a um público dissemelhante do português? Qual foi a reacção do público?

JR: Pior do que ser no estrangeiro, é ser em Espanha, pelo simples facto de ser uma cultura bastante fechada a bandas que cantam em inglês. Por isso surpreendeu um pouco a excelente aceitação que tivemos, com o ponto alto a ser o momento de flamenco que temos numa das músicas, o que os deixou bastante agradados e ao rubro. Agora, temos mais uns planos lá por fora e é claro que a internacionalização é uma das metas da banda. Quer se queira quer não, Portugal ainda é uma migalha no mundo da musica..

DA: Como atentos e ávidos consumidores de música (como suponho que sejam), que lançamentos actuais vos despertam maior interesse (tanto no espectro nacional como internacional)?

JR: Bom, só posso falar por mim, mas digo-te já que há uma grande diversidade musical na banda. Fazemos rock, sim, mas ouvimos de tudo. No meu caso, a nível nacional tenho gostado muito de Viviane, Sal, Feromona, Nuno prata, Bunnyranch, e lá por fora Gogol Bordello, Superbus, Katerine e muitos outros…

DA: Voltando ao assunto da sonoridade, no vosso MySpace dizem “None. We hate everything.” no campo das influências musicais. Isso é verdade ou “não é bem assim”? Podes dizer a verdade… ;)

JR: Claro que é uma metáfora… Se não fosse toda a história da musica do nosso século e do século passado, não dizíamos o que dizemos, não soávamos como soamos e nem pensávamos como pensamos. Tudo o que é música bem feita e com mensagem, quando se ouve, deixa uma marca. Na sonoridade e na personalidade. Mas o que queremos realçar é que não há uma escravidão nem uma tentativa de colagem a nenhum nome em particular.

DA: Como disseste atrás, Portugal ainda é uma migalha no mundo da música. Como descrevem a situação actual (lastimável, ou nem tanto, a meu ver) do panorama musical português?

JR: Não a acho tão lastimável assim, se a comparares com há dez anos atrás. Começa a haver um interesse na boa musica que se faz, e quem quiser levar avante as suas iniciativas hoje em dia pode consegui-lo. Estão a surgir muitos estúdios e editoras, pode-se lançar um álbum sem muitos custos, e divulgá-lo de forma também bastante fácil e eficaz. Para isso tenho que realçar o tremendo papel da Internet para quem faz e para quem gosta de música. E assim sendo, o que for bom e bem feito sempre terá reconhecimento, porque o publico começa a vir ao encontro das bandas quase tanto como as bandas ao encontro do público. A minha crítica é simplesmente haver poucas salas de espectáculos com condições.

DA: Para concluir, o que diriam a quem pegasse no vosso CD e o colocasse pela primeira vez na aparelhagem?

JR: A parte cinzenta é para baixo. [Risos]

DA: Bem, chegámos ao fim. Agora só tenho a agradecer imenso a tua colaboração e paciência para esta entrevista. Boa sorte para a banda, obrigado e até breve!

JR: Obrigado!

Esta entrevista foi dada em exclusivo para o 13ª Arte. MySpace dos The Cynicals: www.myspace.com/somuchadoaboutnothing.


Boas Audições!

14.6.07

Exploring...: The Mad Dogs

Portugueses, como é hábito no 13ª Arte, e, acima de tudo, com muita qualidade: Assim se revela ao país das caravelas uma excelente banda de Rock(abilly) com tendência blues. Só falta mesmo o público português se lembrar deles...


Os "The Mad Dogs" são uma Banda de Rock N' Roll do Porto, nascida em 2004 pela união de 5 elementos apaixonados por uma sonoridade e atitude: o ROCK n’ ROLL. Com temas originais, cantados em Inglês, influenciados no Blues Rock das gerações de 60 e 70, os The Mad Dogs procuram recriar, nas suas músicas e concertos, a atitude cativante e enérgica praticada pelos seus ídolos. Spread The Word....Rock On!!

Segundo o Myspace da banda, as suas infuências vão desde Jack Daniels, The Rolling Stones, Guns N' Roses, The Who, Led Zeppelin, Jimy Hendrix, Iggy Pop and The Stooges, The bark of a dog, The Cream, The Datsuns, Aerosmith a Pearl Jam, AC/DC passando também por Queen, Robert Johnson and the masters of Blues. Tudo bandas excelentes, por isso é que se percebe a qualidade do som dos The Mad Dogs!


Aconselho aos que conhecem e não conhecem, aos que não conhecem e aos que conhecem ;) aconselho uma ladradela ao MySpace da banda para farejar o ganir destes caezinhos!

MySpace: www.myspace.com/themaddogs
Site Oficial: http://www.themaddogs.net/

Uma banda recomendada pelo 13ª Arte!

Boas Audições!

13.6.07

Vilar de Mouros 2007 Cancelado

A organização do Festival de Vilar de Mouros cancelou esta Quarta-feira a edição deste ano do evento, responsabilizando a Câmara de Caminha pela falta de apoios.
Filipe Guimarães, da Portoeventos, afirmou à Agência Lusa que a anulação foi decidida, em conjunto, pela concessionária do festival e pela Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, após a sistemática falta de resposta da Câmara de Caminha, ao pedido de apoio feito em Dezembro do ano passado.

Para o cartaz da edição 2007 do festival, que iria decorrer entre 20 e 22 de Julho, tinham já sido avançados os concertos de Brian Wilson, Marky Ramone, The Queers, Blasted Mechanism, Super Ratones, The Gift e McAllister.
(Fonte: LUSA)