14.9.07

primeira pessoa | the mistery artist

O 13ª arte bateu à porta de Miguel Lopo e Marco Azevedo dos The Mystery Artist, uma banda com diário, faixas à disposição no MySpace e uma boa quantidade de energia. Eles vão responder à entrevista, aqui, na primeira pessoa:


Alexandre Quinteiro: Para começar, como apresentariam a música dos The Mystery Artist aos que lêem esta entrevista e aos que, à partida, ainda não vos conhecem?

Miguel – Apesar de não ser muito bom em caracterizaç
ões e não gostar muito de rótulos, julgo que podemos caracterizar a nossa música como um rock/pop alternativo, indie se quiserem, mas ao mesmo tempo bastante acessível. Não acho que seja demasiado ousado dizer que esta abrange vários estados de espírito. Temos baladas calmas e melancólicas assim como canções com ritmos mais agressivos e acelerados.

mARK – Concordo com o M. Penso que a nossa musicalidade se caracteriza essencialmente por esse ecletismo que será perceptível para quem ouve o EP pela primeira vez. Há claramente uma fusão de vários estilos musicais, o que, com o passar do tempo, se vem reflectindo cada vez mais na própria banda em si. Penso que isso é bastante salutar.

AQ: Começando pelos registos discográficos, já lançaram um EP com 9 temas, de nome Funny Little Town, que têm vindo a promover. Qual o balanço que fazem deste trabalho?

M – Atendendo ao tempo que se teve para gravar (3 dias) e à existência da banda na actual formação, penso que o balanço é muito positivo. Conhecemo-nos em Julho de 2006 e gravámos em finais de Setembro de 2006 e tudo em 3 dias fiquei... ficámos bastante contentes com o resultado. Não quero deixar de realçar também o mérito que José Lourenço e Lino Lobão da Quarta Vaga Produções tiveram no resultado final das gravações pelo seu profissionalismo e concelhos. Evidentemente se fosse hoje e tivéssemos mais tempo de estúdio haveria coisas que teriam sido feitas de maneira diferente, até porque ao vivo há músicas que já estão ligeiramente diferentes, mas que se reconhecem perfeitamente. Creio que é um processo de evolução natural.

mARK – Bastante positivo! Eu diria que face ao tempo que estivemos em estúdio, seria difícil fazer melhor. Foi tudo muito rápido. Numa semana estávamos a visitar o estúdio, para conhecer as condições físicas do espaço e quais os custos inerentes, e duas semanas depois estávamos a gravar.

Costuma-se dizer que, “Depressa e bem, não há quem!”. Mas acho, que nós, com a preciosa ajuda do Lino e do Zé da Quarta Vaga, conseguimos contrariar esse adágio.

AQ: E o processo de gravação? Optaram por uma gravação livre, espontânea e despreocupada ou preferem um registo com mais profissionalismo, daqueles mais difíceis de gravar do que “dar à luz”?

M – Nessa matéria não tivemos grande escolha, as gravações foram feitas aos nossos custos e o dinheiro que tínhamos não nos dava para mais de 2/3 dias de estúdio. Evidentemente que se tivesse possibilidade de ficar mais tempo em estúdio para “experimentar” tê-lo-ia feito, mas infelizmente ainda não é possível

mARK – Penso que qualquer banda, gostaria de ter um estúdio à sua disposição por tempo indeterminado, até tudo ter sido bem experimentado, de forma a fazer bem a triagem, entre aquilo que não resulta com aquilo que se pode considerar perfeito. E a verdade, é que face às limitações financeiras da banda, não tivemos grandes opções nessa matéria. Posso dizer, que numa primeira fase, ainda na nossa sala de ensaios - como sabíamos à priori, que fosse qual fosse o estúdio escolhido, teríamos direito a poucos dias para usufruir dele, e por consequência, direito a poucos experimentalismos ou devaneios - limitámo-nos a escolher os temas, que do nosso ponto de vista, seriam de inclusão obrigatória no EP. Como normalmente, um EP não tem mais que 3 ou 4 temas, deixámos algumas músicas em stand-by. No entanto, a boa vontade e o profissionalismo revelado pelos elementos da Quarta Vaga, aliado à empatia que desde o primeiro minuto se estabeleceu entre nós e eles, foi tão grande, que acabámos por incluir 9 temas no EP. Um feito! O tempo disponível acabou por ser gerido ao minuto, e por isso não deu azo a grandes experimentações. Contámos essencialmente, com a experiência de gravação e com o “savoir-faire” do pessoal da Quarta Vaga, que não obstante ser a primeira vez que gravavam não só um projecto com uma sonoridade mais alternativa, como também uma banda de garagem, souberam sempre criticar e aconselhar quando foi preciso. Por outro lado, apesar de eu ter chegado a gravar uma maqueta com o meu anterior projecto musical, nenhum de nós tinha experiência de estúdio com profissionais na verdadeira acepção do termo, de maneira que, para além de terem sido três longos dias de trabalho, acabou por ser também uma experiência muito enriquecedora, num processo de gravação onde reinou um espírito muito saudável e cheio de boa disposição.

AQ: Faz parte do vosso EP uma cover da música “A Forest” dos The Cure. Porquê?

M - Primeiro porque acho que a nossa versão da música está boa e também porque queria incluir uma cover no EP de forma a tentar chamar mais um pouco de atenção. Seria uma forma de chamar as pessoas. Quem conhece e gosta da música podia ter curiosidade de ouvir como é a nossa versão. Noto-o pelos concertos que damos. Quando tocamos para público que não conhece a nossa música, as pessoas acabam sempre por vibrar com as covers que tocamos porque são as músicas que conhecem e lhes despertam emoções, momentos de vida. E depois porque os Cure são uma das bandas de referência da minha adolescência, provavelmente a maior no que toca à composição de canções. Ainda gosto muito da música hoje, mas tenho a presença de espírito para admitir que o melhor período deles já passou e também porque, acho eu, com a idade uma pessoa torna-se mais eclética e procura coisas diferentes.

mARK – Do meu ponto de vista, por vários factores:

Porque foi dos primeiros temas que tocámos juntos; porque é um tema, que está de facto, diferente do original e por isso faria todo o sentido incluí-lo no EP; porque é uma música sempre bem recebida nos concertos, tem ritmo e é capaz de pôr o povo a mexer; e porque os The Cure já ganharam muito dinheiro com ela e penso que se estão nas tintas se nós a usámos ou deixámos de usar… (risos)

AQ: Como acontece várias vezes, houve algo que me despertou a atenção quando ouvi falar da vossa banda pela primeira vez: o nome. Porquê The Mystery Artist?

M – Bem... isso é algo que na minha mente de momento está em debate. Ando a pensar se devo ou não mudar o nome. O resto da banda ainda não sabe disto, estão a descobri-lo agora na entrevista. Espero que não fiquem muito chateados (risos). O nome surgiu em jeito de brincadeira. Eu comecei a fazer gravações sozinho em casa, extremamente caseiras as gravações digam-se de passagem, onde tocava tudo e cantava e quando comecei a mostrar às pessoas, poucas me tinham ouvido tocar e creio que nenhuma me tinha ouvido cantar, perguntavam-me:

“Quem toca?”

“Quem canta?”

E eu respondia que era O Artista Mistério (The Mystery Artist)

mARK – Oh M., essa de mudar o nome apanhou-me mesmo de surpresa!

Na verdade, apesar de não ter sido ouvido quanto ao nome da banda, pois entrei já com ele definido, devo confessar que de início achava o nome um pouco comprido e algo estranho talvez…

Principalmente quando as pessoas me questionavam:

“- Sim, eu percebi, mas quem é o Artista Mistério afinal?”

Em tom de brincadeira, lá ia respondendo que ele iria aparecer a meio dos concertos e por isso, era uma questão de marcarem presença para o verem ao vivo e a cores! (risos)

Hoje, mais de 1 ano após a entrada na banda, devo dizer que me identifico a 100% com o nome The Mystery Artist. Não sei se é pelo teor enigmático, reservado e até oculto, que lhe está inerente. A verdade, é que é sem dúvida um nome que chama a atenção e na minha opinião deve manter-se! (1 voto a favor! (risos))

E depois, acho imensa piada à reacção das pessoas que não nos conhecem, quando olham para os cartazes e se põem tecer comentários sobre o nome, sem saber que muitas vezes estamos mesmo ali ao lado a ouvir as suas teorias…(risos)

AQ: Como surgiu a banda?

M – No seguimento do que já contei na pergunta anterior, aviso já que o surgimento da banda é bastante atípico. Eu estava na altura a viver e a trabalhar no Luxemburgo, onde cresci e vivi grande parte da minha vida. E duas das pessoas que ouviram as gravações foram dois amigos, Joaquim Monteiro e Orlando Macedo que tocam guitarra e baixo respectivamente, e que me propuseram formar uma banda com base nas gravações que eu tinha feito. Mais tarde através do Orlando recrutámos o Artur Ribeiro e começamos a ensaiar. Ao mesmo tempo eu mostrei as gravações, enviei-as via Messenger, ao Marco (Azevedo) - guitarra com quem já não falava há algum tempo e ele mostrou-se entusiasmado. Disse-me até, que se fosse a Portugal no verão, me arranjaria locais onde tocar. Eu achei a ideia óptima e transmiti-a ao resto dos elementos da banda que se mostraram entusiasmados menos o Artur (baterista) que me disse que já tinha férias programadas e não sabia se seria possível. Mais tarde confirmou-se que o Artur não podia ir na altura prevista e os outros dois elementos da banda original, devido a compromissos profissionais e pessoais, desistem do projecto de “mini-tournée” de verão. Comunico o sucedido ao Marco dizendo que é melhor anular tudo, que não tenho músicos. O Marco propõe, então substituir a formação inicial de The Mystery Artist por músicos dele conhecidos e que com ele já tinham trabalhado noutro projecto entretanto extinto, surgindo assim a formação actual The Mystery Artist: Miguel Lopo – Guitarra, Teclado, Harmónica e Voz; Marco Azevedo – Guitarras; Samuel Azevedo – Baixo e Pedro Pinto – Bateria.

Enviei as músicas pela net, via Messenger e ficou acordado que quando eu chegasse a Portugal faríamos os ensaios e os concertos já agendados. A colaboração foi desde o início boa e os intensivos ensaios produtivos. Após 3 ensaios demos o nosso primeiro concerto.

mARK – Sim, no entanto, convém referir que a primeira formação da banda chegou mesmo a apresentar ao vivo o projecto The Mystery Artist, ainda no Luxemburgo. Foi o primeiro e único concerto com essa formação. O curioso, é que a gravação desse concerto, acabou por servir para eu dar uma ideia mais exacta do som que se pretendia aos outros elementos da banda, e serviu para mostrar o material ao vivo ao Samuel Azevedo (Baixo) – que apesar de ter o mesmo apelido que eu, felizmente não temos qualquer laço familiar que nos una! (risos) – e ao Pedro Pinto (Bateria). Na verdade, esse concerto, serviu para nós que encontrarmos ali uma base de trabalho mais sólida enquanto o M. não regressava do Luxemburgo.

Quanto a nós os três, estávamos praticamente parados, depois do nosso anterior projecto de nome “Estro” ter estagnado. No entanto, a vontade de tocar era tanta, que quando propus aos outros dois artistas este desafio, a resposta foi de imediato positiva.

O entusiasmo foi de tal forma, que o trabalho de banda – enquanto um conjunto de indivíduos que se reúne numa sala de ensaio para ensaiar - que antecedeu os dois primeiros concertos praticamente não existiu. O que houve foi muito trabalho de casa e por isso, foram necessários apenas 3 ensaios com toda a banda – também não tínhamos tempo para muito mais... (risos) - antes de sairmos para a estrada.

Praticamente nem deu tempo para o M. conhecer os outros dois elementos que eu trazia, e vice-versa. Mas a verdade é que acabou por correr tudo bem e hoje continuamos juntos.

AQ: No vosso Myspace dizem que têm tantas influências que preferem não nomear com medo de se esquecerem de alguém. Dentro deste grande grupo, quais são as influências mais vincadas? Como lidam com as vossas principais influências? Tentam colher o que de melhor em todas elas ou tentam aproximar o vosso a trabalho a determinada banda?

M – Acho que não me engano quando digo que são variadas e bastante ecléticas. Posso referir algumas das minhas embora não goste muito de o fazer porque é limitativo, mas cá vai:

The Cure, Jeff Buckley, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, U2 (até meados dos anos 90, o que fazem agora não gosto nada), Tom Waits, Cat Power, Antony and the Johnsons... entre muitos outros numa lista interminável. Para tentar ser mais justo juntei antigas influências com algumas mais recentes.

Eu acho que lido muito bem com as minhas influências, é um misto de fascínio e aprendizagem. Uso-as antes de tudo para meu deleite pessoal e quando escrevo não penso conscientemente nelas. É claro que se notam no estilo da música que fazemos, mas julgo que isso é normal. Para responder concretamente à tua pergunta diria que tentamos colher o que de melhor há em todas as nossas influências. Acho que tentar aproximar o nosso trabalho a determinada banda seria demasiado limitativo e desinteressante.

mARK – Enquanto eu me encarrego do nosso Blog, o nosso Myspace é essencialmente gerido pelo M. Por esse facto, é natural por exemplo, que não me identifique com todas as bandas que nele constam e daí talvez uma das razões pelas quais, ele tenha colocado essa advertência no Myspace. Sendo a banda composta por quatro pessoas com gostos musicais muito diversos, seria de facto injusto dizer que o nosso som tem apenas influência disto ou daquilo. De facto são tantas, que será preferível não nomear ali ninguém.

Por outro lado, devo dizer que não participei no processo inicial de composição e criação dos temas que fazem parte do nosso EP, logo por aí, não posso dizer, que pessoalmente, nele esteja patente esta ou aquela banda, por minha influência pessoal. Devo dizer também, que o meu objectivo não é que isso se faça notar. Pois para mim, o que interessa é captar a essência e o que de melhor têm as bandas que ouço e depois, talvez passar esse “feeling” para a banda, mas com o meu cunho pessoal sem qualquer tipo de colagem.

Quanto a influências pessoais, algumas o M. já disse, mas posso adiantar outras, que vão desde os Black Sabbath, Sepultura, Pearl Jam, passando por Metallica, Guns N´Roses (estas duas, marcaram-me principalmente pelos primeiros álbuns) ou Pantera, até coisas como Mão Morta, Moonspell, Xutos (estes só até inícios dos anos 90) ou Mata-Ratos...sei lá… tenho tantas…

AQ: Agradecem ao MySpace?

M – Claro e também a ti, e a todos os outros que até agora contribuíram para a divulgação da nossa música.

mARK – Agradeço sobretudo à Internet – para mim os The Mystery Artist começaram com o Messenger – porque se não fosse ela não estava aqui a responder às tuas questões e queria também deixar um agradecimento particular ao Thomas Edison por ter inventado lâmpada eléctrica incandescente, entre muitos outros dispositivos importantes de grande interesse industrial, que estiveram na base da criação do computador, que hoje tenho a funcionar ligado…à Internet! Cá está ela! (risos)

AQ: Têm andado em viagem na divulgação do vosso EP, há alguma situação caricata que queiram partilhar com os leitores?

M – Bem... acho que todo o nosso último concerto foi uma autêntica caricatura, mas sobre esse em particular não me quero alongar. Situações caricatas que possamos agora recordar com humor... não me lembro de nenhuma... Alguém?...

mARK – Sim já houve algumas. E não vou falar no último concerto em Carrazeda, porque esse, dados os contornos típicos de novela mexicana que o envolveram, nem vai contar para a estatística…

Assim sendo, podemos dizer que tirando este último episódio, demos 14 concertos no espaço de treze meses, o que faz uma média bastante interessante para uma banda de garagem como a nossa. A curiosidade desta média, ganha mais relevo quando associada ao facto desses concertos terem sucedido desde o Algarve a Trás-os-Montes, o que nos deixa muito satisfeitos e com expectativas em alta quanto ao futuro próximo.

Então, se os restantes elementos da banda me permitem, vou referir dois episódios apenas:

1) Fomos convidados para em Março irmos tocar a Lisboa, ao Bar Lounge. Trata-se de um local conhecido da noite lisboeta, onde por exemplo, os Linda Martini gravaram o teledisco do tema “Amor Combate”.

Como a oportunidade era única, não podíamos desperdiçar. Só havia um problema:

O nosso baixista por razões profissionais, não podia ir.

Alimentámos a esperança até ao fim, de que o patrão o libertaria e confirmamos a data.

Chegado o dia, o nosso baixista fica no Porto e nós seguimos para Lisboa.

Quem tocou baixo?

Sobrou para mim e para o M., com a particularidade de eu nunca ter tocado baixo na minha vida, e fazer logo a estreia num concerto com a cover dos The Cure – era a mais simples! (risos)

Nos outros temas, lá teve que o M. ir alternando entre a guitarra e o baixo.

Esse concerto ficou ainda marcado, pelo facto de não termos ganho para as despesas que tivemos com a carrinha, que não nos queriam alugar, pelo facto do meu nome e o do M., inexplicavelmente, aparecerem na lista negra da empresa de aluguer…(risos)

2) Num concerto no Bar Blá-Blá no Porto, após o concerto ter corrido de forma quase perfeita, o público pediu um encore. Acedemos ao pedido, e a meio do encore decidimos tocar a cover dos Placebo “Bitter End”. Mas a coisa começou tão mal, tão mal, que tivemos de parar esse tema e recomeçar de novo…No entanto, a verdade, é que da maneira como interrompemos o tema, de uma forma sincronizada e com um claro e audível “F******! QUE É ESTA M****!” Penso que o público ficou sem perceber se aquilo tinha mesmo sido uma gaffe ou se teria sido encenado…(risos)

Foi mesmo uma gaffe! (risos)

AQ: O que sente a banda ao subir o palco? De que falam e o que pensam no backstage (quando existe…)?

M – Nervosismo e excitação ao mesmo tempo. Não falamos muito antes de entrarmos em palco. Normalmente dizemos sempre que aquele tem de ser o nosso melhor concerto. Tem sempre de ser o melhor.

mARK – Só por uma vez tivemos Backstage. Foi na Fábrica de Som no Porto, onde fomos muito bem tratados por acaso, e onde vamos estar de novo, no dia 12 de Janeiro de 2008. Lembro-me que tínhamos uma garrafa de whisky à disposição, e vários condimentos para fazer sandes! Um pequeno luxo portanto. (risos)

Mas a verdade é mesmo essa, não costumamos falar muito antes de subirmos ao palco. Talvez seja uma atitude um pouco egoísta, mas na realidade, penso que cada um de nós procura canalizar todas as suas atenções e as suas energias para dentro, de forma a libertá-las depois em cima do palco.

Falámos muito, isso sim, mas depois do concerto!

E é óbvio, que todos os temas de conversa, após o concerto, giram em torno dele. Como foi? O que falhou? - Porque há sempre uma falha! (risos) – O que podemos melhorar? Etc. Etc.

AQ: Voltando ao assunto dos registos, como podem os apreciadores da vossa música adquirir o vosso EP?

M – É verdade que não é muito fácil adquiri-lo, não temos qualquer contrato ou apoio em termo de distribuição. Podem adquiri-lo em qualquer um dos nossos concertos, por isso apareçam (risos). Na Fnac onde já tocámos e deixámos alguns CD’s e também através do nosso site no myspace existe um link para o download gratuito do EP através de um site chamado Jamendo sob licença da Creative Commons. Nesse site também estão algumas das gravações caseiras que fiz, mas não as ouçam porque são realmente de muito má qualidade. Talvez eu as devesse tirar de lá... (risos). Claro que se alguém quiser mesmo adquirir o EP original para a sua colecção pessoal pode sempre contactar-nos através da página e por 10 euros mais portes de envio tem o CD... Talvez eu também devesse dizer isto na página... . O objectivo do EP não é o lucro, mas sim a divulgação. Dar a conhecer um pouco do nosso som. Uma espécie de cartão de visita, em suma.

mARK – Talvez o slogan: “Oh freguês, é a 10 é a 10! Por 15 € levam dois!” resulte…(risos)

Editora PROCURA-SE!

AQ: Como atentos e ávidos consumidores de música (como suponho que sejam), que lançamentos actuais vos despertam maior interesse (tanto no espectro nacional como internacional)?

M – Uma vez mais só posso falar por mim. No que diz respeito a lançamentos recentes nacionais diria Linda Martini, Legendary Tiger Man, Wraygunn. Em termos internacionais: Black Rebel Motorcycle Club, Interpol, Editors, Ray Lamontagne, Johnny Cash apesar do homem já ter morrido há alguns anos... Klaxons não é mau, mas ainda não digeri bem.

mARK – Em termos nacionais, desde que em 2005 os ouvi pela primeira vez, que os Linda Martini são sem dúvida a banda do momento para mim. Também estou curioso para ouvir o último trabalho dos Blind Zero “Time Machine” - Unplugged, que sem ser uma banda nova, trata-se de um projecto que acompanho desde o primeiro Ep “Recognize” de 1995. Penso que é uma banda que tem sabido amadurecer com o tempo, e tem construído uma carreira muito interessante. Se fosse no estrangeiro, quase de certeza que teriam sido uma banda de renome internacional.

A nível internacional, da nova vaga, destaco talvez os Bloc Party e os Kasabian. Confesso que tenho alguma dificuldade em assimilar algumas das bandas novas que apareceram nos últimos tempos. Por isso, continuo essencialmente a acompanhar as bandas da velha guarda, e a seguir com interesse os Sepultura (embora seja diferente sem o Max Cavalera…) Tool, Deftones, Smashing Pumpkins ou Therapy?. E já não falo de outras bandas que continuo a seguir e a ouvir religiosamente como sejam os Charlie Brown Jr., Faith No More, Planet Hemp ou Garotos Podres, embora estas três últimas bandas estejam extintas ou simplesmente paradas… A música para mim é intemporal.

AQ: Temos assistido ao despontar de vários concursos que dão oportunidade de actuar em grandes festivais a bandas de menor visibilidade, como o SBSR Preload ou o TMN Garage Sessions. Já participaram em algum evento do género, ou já se sentiram tentados a isso?

Sabemos que não vivem apenas para a música e da música, como conciliam as vossas vidas profissionais e pessoais com a banda? Algum de vocês tem outro projecto musical?

M – Tentámos participar em alguns ao longo deste último ano, mas nunca fomos seleccionados. Notei que em muitos as bandas/artistas seleccionadas se repetiam e também que eram bandas/artistas com algum traquejo e apoio por trás. Muitas já tinha contrato com uma pequena editora ou estavam ligados a alguma empresa de agenciamento, não sei... talvez não tenhamos ainda a maturidade necessário ou então a nossa música não é boa que chegue aos olhos dos júris desses eventos.

Vai-se conciliando com algum esforço. Uns têm mais facilidade do que outros de se libertar do emprego. Já aconteceram algumas situações complicadas. Em termos pessoais julgo que tem sido mais fácil, só um de nós é que é “oficialmente” comprometido, por isso para os outros, é mais ou menos fácil disponibilizarem-se.

Eu tenho mais dois, se é que se podem chamar projectos, a solo com páginas no myspace:

www.myspace.com/sidekickboy1

www.myspace.com/mhermetico

mas ainda está tudo em fase muito experimental.

Quanto aos outros elementos não sei de nada... talvez esta seja uma entrevista de revelações...

mARK – Quanto à questão dos concurso de bandas, é verdade que já tentámos participar em alguns dos que citaste e outros. Mas principalmente nesses, a sensação com que fico, é que existe um lobbie muito grande para que este ou aquele projecto apareça e seja seleccionado.

Pode-se questionar: Mas essas bandas têm mérito por terem alguém por trás que as empurre? Quero acreditar que sim!

Mas para uma banda como a nossa, em que quase todo o trabalho de promoção é feito por nós próprios, torna-se sem dúvida mais complicado, chegar ao patamar em que se encontram já algumas das bandas seleccionadas para esses eventos, e conseguir ter a mesma exposição mediática que uma banda seleccionada para o palco de um SBSR acaba por ter. Só para se ter uma noção, fomos nós que fizemos todo o trabalho gráfico do nosso EP. Somos nós que fazemos e imprimimos, à nossa custa, os cartazes dos nossos concertos. Somos nós que procuramos os locais para tocar.

É tudo é da nossa inteira responsabilidade sem qualquer tipo de apoio.

A conciliação de agendas faz-se com alguma ginástica, com algum esforço, e para mim, com muito trabalho de casa, uma vez que o normal, dada a distância que me separa do Porto, é ensaiar com a banda apenas de 15 em 15 dias.

Digamos que é muito amor à camisola, mas essencialmente à música!

Quanto a projectos, pessoalmente não tenho nada de novo. Parece que o meu anterior projecto ainda mexe, mas para já, será talvez precipitado dizer-se que vai rebentar outra vez… Veremos!

AQ: Mudando de assunto: como descrevem a situação actual do panorama musical português?

M – Dinâmica. Vêem-se várias bandas a surgir e cada vez mais iniciativas para que isso aconteça através de locais onde tocar, de programas tipo o Aquário do Porto Canal, claro que a concorrência torna-se feroz, mas julgo que isso é saudável. Em teoria deveria aumentar a qualidade, mas na prática isso nem sempre acontece. Ao mesmo tempo nem sempre é fácil para todos aceder a esses novos meios de divulgação, ainda existe muita desconfiança.

mARK – Eu falaria de numa forma mais abrangente. Por isso diria, que nesse campo, penso que Portugal evoluiu muito nos últimos 10 / 15 anos. Há mais bandas com qualidade, há mais locais onde tocar, e apesar de ainda existir alguma desconfiança em apostar em bandas novas, já se vêem editoras a correr esse risco e a darem-se bem. Por outro lado, embora o maior número de locais para as bandas apresentarem o seu trabalho exista no litoral, também já começam a aparecer sítios no interior a interessarem-se em promover concertos e bandas novas como a nossa.

No entanto, há coisas que continuam muito mal, como por exemplo, o preço dos instrumentos musicais, que permanece desmedido face ao nível de vida do nosso país.

Quem quiser ter uma guitarra de qualidade por exemplo, ou manda vir de fora, ou então quase tem de contrair um empréstimo ao banco, porque aqui os preços são impraticáveis!

A outra nódoa continua a ser o preço dos discos numa loja. Pedir 15,00€ ou 20,00€ por um disco, quando existe uma ferramenta como a Internet onde toda a gente pode tirar o disco, é promover a pirataria! Depois queixam-se que de ano para ano continua a haver uma quebra na venda de discos…

Quem diz um disco, diz um livro.

Neste país a cultura paga-se a peso de ouro! É uma pena.

AQ: Para concluir, o que diriam a quem pegasse no vosso CD e o colocasse pela primeira vez na aparelhagem?

M – Enjoy...

mARK – Oiçam do início ao fim e quando se encherem não o coloquem no retrovisor do carro…(risos) isso é piroso… (risos)

Bem, chegámos ao fim. Agora só tenho a agradecer imenso a vossa colaboração e paciência para esta entrevista. Obrigado e até breve!

M – Obrigado nós!

mARK – Obrigado nós pela atenção! Até à próxima!

themysteryartist.blogspot.com
www.myspace.com/themysteryartist

Entrevista em exclusivo para o 13ª arte, por Alexandre Quinteiro.

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agenda | high flying bird


- 22 de Setembro na Sala de Ensaios em Cervães, Vila Verde pelas 23h00
- 28 de Setembro no Teatro-Circo Café em Braga, 23h00
- 29 de Setembro no Mercado-Negro em Aveiro, 23h00
- 05 de Outubro no Teatro-Circo Caféem Braga, 23h00
- 12 de Outubro no Teatro-Circo Café em Braga, 23h00
- 19 de Outubro no Teatro-Circo Café em Braga, 23h00
- 26 de Outubro no Teatro-Circo Café em Braga, 23h00

agenda | xaile | fnac's


Dia 21 - 22h00 - Showcase Fnac - Coimbra
Dia 22 - 17h00 - Showcase Fnac - Cascais
Dia 23 - 17h00 - Showcase Fnac - Chiado
Dia 30 - 17h00 - Showcase Fnac - Almada

agenda | jazz em época de vindimas


Com o regresso das vindimas, o jazz volta a merecer lugar de destaque no Douro e em Trás-os-Montes, resultado da ligação estabelecida desde 2004 entre o Festival Internacional Douro Jazz e a região demarcada mais antiga do mundo.
Aliando-se ao espírito festivo das vindimas, com uma estética musical apurada como os melhores vinhos, o festival procura marcar o calendário da região e do país com a ajuda de artistas de grande qualidade, alguns de renome internacional.
A edição de 2007 do Douro Jazz realiza-se em cinco localidades, estendendo-se um pouco por toda a geografia transmontano-duriense.
Aos parceiros habituais (o Teatro de Vila Real, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e a Associação Chaves Viva), juntam-se este ano o Teatro Municipal de Bragança e o município duriense de S. João da Pesqueira.

São 37 concertos repartidos por cinco palcos.

Programa de Setembro:

21/9 -Desbundixie (Solar do Vinho do Porto, Régua) 22.00h
22/9 - Javier Arroyo (Pequeno Auditório, Teatro de Vila Real) 22.00h
24/9 - Paulo Pinto e Pedro Neves (Café-Concerto) 23.00h
25/9 - Jazzbel (Café-Concerto) 23.00h
26/9 - Gustavo Rivero y su Quinteto (Cine-Teatro de S. João da Pesqueira) 21.30h
Alex Liberalli e Uriel (Café-Concerto) 23.00h
27/9 - Gustavo Rivero y su Quinteto (Cine-Teatro de S. João da Pesqueira) 21.30h
Alex Liberalli e Uriel (Café-Concerto) 23.00h
28/9 - Donald Harrison (Teatro Municipal de Bragança) 21.30h Gustavo Rivero y su Quinteto (Solar do Vinho do Porto, Régua) 22.00h
29/9 - Donald Harrison (Pequeno Auditório, Teatro de Vila Real) 22.00h

agenda | a maniact


Sexta-feira dia 14 de Setembro no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca pelas 22h.
Sábado dia 15 de Setembro no Bar Belião na Ponte da Barca pelas 23h.

13.9.07

david fonseca | dreams in colour

O terceiro álbum da carreira de David Fonseca a solo tem edição prevista para 8 de Outubro e chama-se Dreams in Colour. O primeiro single «Superstars» já é conhecido e roda com insistência nas rádios nacionais. O sucessor de Our Hearts Will Beat As One , editado em 2005, é constituído por 10 canções, entre as quais se encontra uma versão de «Rocket Man» de Elton John.

A produção de Dreams in Colour esteve a cargo do próprio David Fonseca e de Nélson Carvalho. O registo terá, além da edição normal, direito a uma edição especial e limitada: digipack com livrete de 24 páginas (que inclui a reprodução de polaroids da autoria do músico) e o DVD David Fonseca Dreams In Loop Live , um registo ao vivo com alguns temas do novo disco.

O alinhamento de Dreams in Colour é o seguinte:

1. Intro
2. 4th chance
3. Kiss me, Oh Kiss Me
4. Rocket Man (I think it’s going to be a long, long time)
5. Silent void
6. This wind, temptation
7. I see the world through you
8. Superstars II
9. This Raging Light
10. Feet on stones
11. Dreams in colour

(Fonte: BLITZ)

em cartaz | próximos concertos









agenda | maria joão


O BRASIL DE MARIA JOÃO EM SINTRA A 12 DE OUTUBRO

Grande concerto no Auditório do Centro Olga Cadaval antes de tournée europeia pela Alemanha, Bélgica e Sarajevo.

Antes de partir para uma série de concertos pela Europa em Outubro e Novembro próximos, Maria João vai levar até Sintra, ao Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado "JOÃO". Trata-se de uma incursão da cantora por temas brasileiros de autores consagrados, que mereceu os louvores da crítica e a adesão de milhares de pessoas nos concertos já realizados em Portugal. No concerto marcado para Sintra, no dia 12 de Outubro, Maria João é acompanhada por um conjunto de instrumentistas de reconhecido valor que explicam, em boa parte, a criatividade e modernidade introduzidas em músicas que já foram alvo de centenas de arranjos ao longo das últimas décadas. O quinteto que recriará no Olga Cadaval temas como "Rosa", de Pixinguinha, "Canto de Ossanha", de Baden Powell e Vinicius, ou "Valsa brasileira", de Edu Lobo e Chico Buarque, é composto, para além de Maria João, por Mário Delgado na guitarra, Demian Cabaud no contrabaixo, Eleonor Picas na harpa e Alexandre Frazão na bateria.

A ligação da cantora à música brasileira é antiga e perceptível em quase todos os discos em que participou, mesmo sem contar com o óbvio "Chorinho Feliz", feito com Mário Laginha, seu companheiro de aventuras musicais. A relação de Maria João com os ritmos, as melodias e o jeito do Brasil é tão forte e duradoura, que uma das maiores dores de cabeça da cantora foi ter de transformar um "infindável" lote inicial de canções, numa escolha muito mais restrita que fizesse sentido como conjunto. O resultado engloba temas que vão desde velhos êxitos como "Tico Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu e "No Tabuleiro da Baiana", de Ary Barroso, passando por trê scanções da dupla Edu Lobo/Chico Buarque e um tema de Caetano Veloso, "Dor de cotovelo", até versões d e autores mais recentes, casos de Lenine, Carlinhos Brownou Marisa Monte. Maria João empresta-lhes o seu toque muito pessoal, valendo-se de uma imparável criatividade e de um instrumento vocal de reconhecida versatilidade.

agenda | cisco - linda martini


Os portugueses Linda Martini são cabeça de cartaz da segunda noite da nova época de concertos da CISCO. Os autores de "Amor Combate" actuam na Fábricada Palha, na Marinha Grande, no próximo dia 21 de Setembro, sexta-feira. A primeira parte noite está a cargo dos marinhenses Monomonkey.

concurso rock em santos | 2ª edição


Estão abertas oficialmente as inscrições para a 2ª Edição do Concurso Rock em Santos.
Todos os interessados em obter informações (regulamento) da 2ª Edição do Concurso Rock em Santos , deverão enviar um mail para sundaystarterslounge@gmail.com a pedir o regulamento e ficha de inscrição.

agenda | black bombaim


Os barcelenses Black Bombaim dão início na próxima semana a uma tour que os levará logo na primeira data à vizinha Galiza num concerto a meias com os senhores do stoner-rock galego Supa Scoopa.

Além dos temas que compõem o primeiro Ep homónimo, o quarteto barcelense de stoner-rock instrumental irá apresentar temas novos que integrará um novo trabalho da banda a sair no início do próximo ano.

Agenda (datas já confirmadas):

14 de Setembro com Supa Scoopa no Vilaalba - Lugo
21 de Setembro com os barcelenses Classified Azenha Bar D.Zameiro em Vilarinho/Vila do Conde
29 de Setembro com os bracarenses Holy Llama! Sala de Ensaios em Cervães/Vila Verde
5 de Outubro com os barcelenses Rendimento Mínimo Espaço Censura Prévia em Braga
17 de Novembro - Whisky Bar em Prado/Braga
15 de Dezembro com Sun Flare no Milhões de Festa Extrema
Espaço Censura Prévia em Braga.

videoclip | sam the kid - à procura da perfeita repetição


para ver, siga este link: http://www.mtvserver.com/exclusivo/samthekid.html

12.9.07

em cartaz | próximos concertos















agenda | ondajazz


OndaJazz propõe
Dia 14 (Sexta)
23H30
Entrada : 7€
João Lencastre Group

Jon Hafner (sax alto)
Andre Fernandes (guitarra)
Nelson Cascais (contrabaixo)
João Lencastre (bateria)

agenda | indignu


Ep "Manifesto Anormal do Fundamento" ao vivo:


Setembro 15, 2007 22h00
Sala de Ensaios Vila Verde

Setembro 22, 2007 00h00
Azenha D.Zameiro (c/ Classified) Vila do Conde

Outubro 4, 2007 23h00
(Apresentacao de EP)
Jazz & Co Barcelos

Outubro 5, 2007
17h00 Fnac Sta Catarina Porto
22h00 Fnac Gaia Shopping Gaia

Outubro 6, 2007 23h00
Improviso Bar, Espinho

Outubro 23, 2007 22h00
Fnac Norteshopping Matosinhos

agenda | fnac coimbra


Pluma (na imagem)
Simplicidade
AO VIVO
Dia 16 DOM 17h00

António Zambujo
Outro Sentido
AO VIVO
Dia 20 QUI 22h00

Xaile
Xaile
AO VIVO
Dia 21 SEX 22h00

N.A.D.
AO VIVO
Dia 22


On a Plain
Special
AO VIVO
Dia 23 DOM 17h00

Stockholm-Lisboa Project
Sol
AO VIVO
Dia 24 SEG 22h00

Hanging By A Name
AO VIVO
Dia 28 SEX 22h00

Cristal
AO VIVO
Dia 30 DOM 17h00

tt


«TT» é o nome de estreia do álbum homónimo de TT. O registo chega aos escaparates no dia 17 de Setembro e promete ser uma das surpresas de 2007. O frenesim em torno deTT é tal que o acesso ao vídeo de «Dança este Som» (primeiro single do álbum) no Youtube, chegou a ultrapassar as 20 mil visitas.

O primeiro tema de avanço do álbum de estreia conhece já um airplay único em rádios dispostas a arriscar no arrojo artístico de TT. "Dança este Som" consta da banda-sonora da série vicia-putos «Morangos com Açúcar».

Neste primeiro trabalho do músico de Lisboa, o R&B conhece a sua tradução natural para uma linguagem em português. Um artista que se revela em várias disciplinas que vão da dança à composição, da escrita à produção. Álbuns de Michael Jackson, Justin Timberlake, Brian McKnight e R.Kelly cruzam-se na discoteca pessoal de TT. Com as influências assumidas, TT parte em busca da sua identidade própria. O R&B e toda as áreas envolventes encontram-se na expressão artística de TT.

Depois da estreia em televisão ainda em idade imberbe, no programa «Mini Chuva de Estrelas», com o tema dos East 17 «It`s Alright», TT desde cedo mostrou de forma bem vincada que queria algo mais do que uma mera apetência para a música.

O álbum de estreia revela isso mesmo. Nuno Guerreiro (Ala dos Namorados), Tekilla e Lady V são alguns dos convidados neste cartão de visita. Um jovem com uma escrita de canções marcadamente moderna e actual. Um jovem com capacidade para prensar toda a sua performance em palco. Um jovem com imagem vincada.

http://www.tt-senteobeat.com/

agenda | philharmonic weed


Philharmonic Weed editaram no passado dia 8 o seu primeiro álbum, "Primeiro Mundo", com o selo da Footmovin Records.

Milton Gulli, vocalista e guitarrista desta banda, é também voz de diversos grupos reconhecidos como Cool Hipnoise, Cacique´97 e convidado especial em discos do Sagas, Mercado Negro, Sam The Kid e participante nos concertos de Tora Tora Big Band.

Com 13 faixas "Primeiro Mundo" tem um pouco de tudo: De África ao Brasil, até os Estados Munidos, passando pela Jamaica".

O single de estreia é "Puxa Lá", já em rotação nas rádios nacionais e com vídeo em pré-produção.Conta com as participações de Sam The Kid, Melo D, DJ Nel’Assassin, Prince Wadada e Jesse Chandler, entre outros.

Agenda:
FNAC COIMBRA - 15 de Setembro /17H00
FNAC ALGARVE - 16 de Setembro /17h00

pedro jóia | à espera de armandinho


"Como se pode tocar Astor Piazzolla noutro instrumento que não seja o bandoneon? Poderá o piano alguma vez substituir a viola de Flamenco na música de Paco de Lucia?

Será que os solos imponentes de Benny Goodman soariam tão convincentes se fossem transpostos do clarinete para o violino, ou para o saxofone tenor?

É tentador considerar que certos músicos são, efectivamente, inseparáveis do instrumento específico que transformaram no veículo constante e ideal da sua arte.

E se isso é verdade, então Armando Augusto Freire (1891-1946) pareceria corresponder inteiramente a esta definição: poderão as composições de Armandinho sobreviver num ambiente sonoro que não seja o da guitarra portuguesa, para a qual foram sempre magistralmente concebidas?

Por tudo isto, Pedro Jóia enfrentava no presente projecto um desafio de extrema dificuldade, ao decidir transpor para o seu instrumento, a viola de Flamenco, a música eminentemente guitarrística de Armandinho.

Era indispensável deixar bem claro para o ouvinte, logo desde o início, que se tratava, com efeito, de um instrumento distinto, a utilizar todos os seus recursos próprios, mas a clareza de articulação, a delicadeza do desenho melódico, a poderosa energia rítmica, o uso característico do rubato – todos eles tão típicos do estilo de execução de Armandinho – teriam de ser preservados a todo o custo, se se pretendia respeitar e pôr em evidência o encanto essencial desta música"

Rui Vieira Nery